Dedo no gatilho: estudo mostra que fundos têm maior parcela em LFT e curto prazo

O volume das aplicações dos fundos de investimentos em títulos públicos fechou agosto em R$ 989 bilhões, segundo estudo da Economática. Desse total, porém, R$ 367 bilhões, ou 37%, são Letras Financeiras do Tesouro (LFT), papéis que pagam os juros diários da Selic e são os que representam menores riscos para os investidores. A forte presença desses papéis é um mau sinal para o país, pois mostra ainda um receio grande dos investidores e gestores em correr riscos.

Fundos e clubes de investimento deixam de ter proteção do FGC para quebra de bancos

Os investidores que aplicam em fundos de pensão, fundos de investimento, clubes de investimento, as seguradoras e as sociedades de capitalização deixarão de contar com a proteção de R$ 250 mil do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) caso as instituições onde seus gestores aplicam recursos quebrem. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na reunião de ontem.

Fundos captam R$ 1,3 bi no mês; renda fixa lidera ganhos em fevereiro; ações perdem

Os fundos de investimentos captaram liquidamente neste mês, até dia 12, R$ 1,278 bilhão, elevando o total no ano para R$ 9,878 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A maior captação ocorreu nos fundos renda fixa, com R$ 2,299 bihões, seguidos dos fundos de direitos creditórios (Fidc), com R$ 2,286 bilhões.

Fundo de ações que não existe mais reúne 3 milhões de contas; fundos renda fixa têm 6 milhões

Os fundos 157, criados no fim dos anos 1960 para incentivar a abertura de capital das empresas, e que permitiam destinar parte do imposto a pagar para investimento em ações, deixaram de existir nos anos 1980, mas ainda reúnem 3 milhões de contas de investidores, segundo a Anbima. Os fundos renda fixa reúnem mais 6 milhões de contas, que não podem ser confundidas com investidores, pois um aplicador pode ter várias contas em bancos diferentes.

Onde foi parar seu fundo? Anbima mostra como deve ser adaptação à nova classificação

A nova classificação de fundos de investimentos da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capital (Anbima), que entrou em vigor em outubro, mudou totalmente os nomes dos tipos de carteiras do mercado, dificultando a comparação com as médias das estratégias, uma vez que os bancos ainda não atualizaram os dados das carteiras. A situação é mais complicada para quem aplica em fundos de renda fixa, nos quais ocorreram as maiores mudanças.

Ajuste de fundos a novas regras exigirá preenchimento de até 77 milhões de documentos

As novas regras para os fundos da CVM vão exigir um complicado processo de adaptação dos gestores, administradores e clientes, com milhões de documentos, correspondências, comunicados e alterações. Cada um dos 12 milhões de investidores nessas carteiras deverão preencher pelo menos 5 documentos novos, o que significa pelo menos 60 milhões de formulários a serem enviados, conferidos e processados pelos bancos. Mas, no caso dos clientes qualificados, o número de documentos pode chegar a 10, elevando o total para até 77 milhões. Serão 80 mil cadastros renovados por dia até junho do ano que vem, além de 80 assembleias de fundos por dia.

Fundos renda fixa índices perdem 0,86% em agosto; cambiais ganham 62% em 12 meses

Os fundos renda fixa índices, que aplicam em papéis longos do Tesouro corrigidos pela inflação (NTN-B) fecharam agosto com perda de 0,86%, refletindo o ajuste dos preços dos papéis às taxas mais altas, como mostram os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Já os maiores ganhos foram dos fundos cambiais, para variar, impulsionados pela alta do dólar. Essas carteiras subiram mais de 6% em agosto e vão continuar subindo em setembro. No ano, o ganho dessas carteiras é de 37,56% e, em 12 meses, 62,39% acompanhando a forte desvalorização do real.

Fundos renda fixa índices têm perdas com alta dos juros; multimercados ganham com dólar

Os fundos renda fixa índices acumulavam perda média de 0,61% até dia 28, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Essa perda é provocada pela alta dos juros, que leva a uma perda de valor dos papéis antigos, com taxas mais baixas, nas carteiras desses fundos. E as perdas serão ainda maiores, pois não incluem os dados de segunda-feira, dia 31 de agosto, quando os juros subiram com mais força. No mês de agosto, as NTN-B, papéis corrigidos pela inflação, com vencimento em 2050 tiveram perda de 7,49%. O vencimento 2045 perdeu 7,15%. Já o título que não paga juros semestrais, a NTN-B Principal, com vencimento em 2035 perdeu 9,45%.

Fundos renda fixa índices perderam 1,14% na semana passada; cambiais sobem 2,58%

A alta do dólar, de 3,66% na semana passada, dos juros, com os papéis longos do Tesouro pagando mais de 7% reais ao ano, e a queda do Índice Bovespa, de 4,5%, mexeram com as aplicações dos fundos de investimento. Os fundos cambiais ganharam em média 2,58%, enquanto os fundos renda fixa índices perderam 1,14%. Os fundos FGTS Petrobras perderam 8,35%.

CVM cobra de gestores controles para cobrir saques de fundos em caso de crises

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou hoje um ofício circular, o 2/2015, que cobra dos gestores e administradores de fundos de investimentos maior atenção à liquidez das carteiras para os casos de crises e aumentos de resgates. O objetivo da CVM é evitar que, em momentos de maior turbulência, os fundos fiquem sem recursos para honrar seus resgates ou tenham de vender ativos a qualquer preço para obter os recursos.

Anbima lança nova classificação de fundos; mudanças valem a partir de julho

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) divulgou hoje uma nova classificação para os fundos de investimentos. As novas regras, que entram em vigor a partir de 1º de julho, visam facilitar a compreensão dos investidores sobre o objetivo de cada produto e foram estruturadas em três níveis: classe de ativos, conceitos de risco e tipo de gestão.

CVM facilita aprovação para gestores de recursos e administradores de carteiras

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) facilitou a autorização para gestores e administradores de carteiras e fundos, deixando mais claras as divisões entre as duas atividades. Todos os fundos de investimentos precisam ter um gestor responsável pelas decisões de investimentos e também um administrador, que fiscaliza o gestor e confere a custódia dos ativos e as contas da carteira, como valor dos papéis e cálculo das cotas. Mas, volta e meia, há confusão entre quem faz o quê e de quem é a responsabilidade por erros e irregularidades.

Queda nos juros faz fundo renda fixa índice ganhar 2% em janeiro; FGTS Petrobras cai 16%

Os fundos renda fixa índices, que investem em papéis longos do Tesouro corrigidos pela inflação, as NTN-B, fecharam janeiro com ganho de 1,97%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), impulsionados pela queda dos juros desses papéis. A NTN-B com vencimento em 2050, por exemplo, teve um ganho de 4,86%, uma vez que, com os juros caindo no mercado, os papéis antigos, com taxas mais altas, se valorizam. Fundos cambiais renderam 1,34% e os multimercados macro, 1,07%