Fundos Imobiliários, Fundos na Arena

Cotas de fundos imobiliários se valorizam e deságio diminui no ano

No fim de agosto, os fundos imobiliários com cotas negociadas na BM&FBovespa registraram aumento de seus valores de mercado pelo sexto mês consecutivo, conforme dados da consultoria Uqbar publicados no portal TLON. Entre dezembro e agosto, a capitalização desses fundos, ou seja, a soma de todas suas cotas no mercado, acumulou alta de quase 20%. Com isso, o deságio das cotas em relação ao valor do patrimônio desses fundos atingiu 12,7%, o menor nível do ano.
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A tendência é que esse movimento de queda no deságio continue neste mês, já que os fundos imobiliários seguiram em alta, como mostra o índice Ifix, que acompanha o valor das cotas no  mercado e que sobe 1,92% em setembro até ontem. E a expectativa é de mais ganhos à medida que a taxa de juros básica da economia cair, como está previsto para o fim deste ano.

Segundo a Uqbar, a valorização das cotas de fundos imobiliários verificada ao longo dos oito primeiros meses de 2016, equivalente a uma alta média de 11,3%³ no ano, e um valor patrimonial que pouco se alterou no período, explicam a redução do deságio. A capitalização de mercado dos fundos negociados em agosto alcançou os R$ 24,18 bilhões, 19,1% superior ao valor dezembro para o mesmo grupo de fundos, que valiam na época R$ 20,30 bilhões.

Já o valor do patrimônio líquido desses fundos atingiu R$ 26,41 bilhões no fim de agosto, um aumento de apenas 3,3% em relação aos R$ 25,57 bilhões de dezembro. Os 86 fundos analisados em agosto apresentavam um deságio de 20,3% em dezembro.

Na tabela, pode-se ver que, desde fevereiro, o valor de mercado (CM) dos fundos vem subindo de forma ininterrupta, saltando no período da casa dos R$ 19 bilhões para R$ 24 bilhões. Já o patrimônio (PL) se mantém perto dos R$ 25 bilhões.

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Com relação ao tipo de ativo, os fundos que investem, direta ou indiretamente, em imóveis, são aqueles que, na média, possuem atualmente cotas negociadas com o menor deságio (ver abaixo). O deságio médio da categoria Imóveis, a de maior representatividade tanto em termos de capitalização de mercado quanto de patrimônio, ficou em agosto em 11,2%, com valor de mercado de R$ 19,86 bilhões e patrimônio de R$ 21,34 bilhões.

Já os fundos de Renda Fixa, aqueles que investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), por exemplo, tinham um deságio em agosto em 19,3%, com um valor de cotas de R$ 3,64 bilhões e um patrimônio de R$ 4,31 bilhões. Já em relação aos fundos imobiliários de Renda Variável, o deságio foi de 13,3%, com um valor de mercado de R$ 672,7 milhões e um patrimônio de R$ 763,1 milhões.

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Segundo a Uqbar, 23 fundos imobiliários apresentaram ágio em agosto último, ou seja, uma diferença positiva entre o preço médio de negociação da cota e seu valor patrimonial. O BB Progressivo II (BBPO11) teve cotas negociadas com ágio de 28,8%, correspondendo ao maior ágio verificado entre as cotas dos fundos analisados.

Os FII Edifício Almirante Barroso (FAMB11B) e Brazilian Graveyard and Death Care Services (CARE11) também apresentaram percentuais consideráveis, marcando 20,6% e 20,3% de ágio no mês, respectivamente. Na outra ponta, os fundos TRX Edifícios Corporativos (XTED11) e RB Capital General Shopping Sulacap (RBGS11), que acumulam forte desvalorização no preço de suas cotas no ano, exibiram os maiores níveis de deságio, com 63,5% e 62,8%, respectivamente.

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