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Trabuco, do Bradesco, diz que 2017 deve ser ano da virada econômica

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O Bradesco considera que o pico da inadimplência ocorreu no fim de 2016 e a tendência é de estabilidade neste semestre com queda a partir de julho. A previsão do banco é de uma virada do ciclo econômico que deve ocorrer neste ano, segundo seu presidente, Luiz Carlos Trabuco Cappi. “Olhando para o futuro, a mudança no cenário econômico aponta para recuperação gradual das condições de crescimento, com indicadores melhores de confiança, estoques, e a redução da carga de endividamento das famílias presenciada a partir de janeiro”, afirmou em entrevista de divulgação dos resultados.

Trabuco destacou que os resultados do ano passado devem levar em conta as dificuldades vividas não só pelo setor, mas por toda a economia brasileira e pela incorporação do HSBC, cuja conclusão oficial ocorreu em outubro. Nesse sentido, o resultado do banco, que teve uma queda no lucro líquido ajustado de 4,2% no ano, foi considerado muito bom pelo executivo. Ele destacou o crescimento das receitas com serviços e seguros e a diversificação da clientela do banco, que trabalha com todos os segmentos da economia brasileira e está presente em todas as regiões. “Acreditamos que estamos bem posicionados para capturar os benefícios da virada do ciclo econômico que deve ocorrer em 2017”.

Ele destacou o crescimento dos prêmios de seguros, que superaram R$ 51 bilhões no ano, reforçando a importância do segmento como fonte de receitas segura e diversificada.

Trabuco disse que está otimista com futuro do Brasil, destacando o papel das politicas fiscal, que tem a responsabilidade de reduzir déficit publico, e a monetária, ao cortar os juros para permitir a redução do desemprego e o crescimento da economia. “É uma demonstração que economia brasileira é dinâmica, diversificada e flexível”, afirmou, lembrando que o país vai contar com o reforço do agronegócio e uma safra que deve injetar R$ 200 bilhões na economia. “É um sinal de confiança”, acrescentando que a inflação está caminhando para o centro da meta de 4,5% e a taxa de juros Selic aponta para um dígito, “o que é importante para a retomada do crescimento”.

O presidente do Bradesco diz ainda que os investimentos devem voltar. “Sentimos que os investimentos voltam a ser considerados”, e elogiou o esforço do Banco Central (BC) em dialogar com o mercado e propor mudanças, como a simplificação dos compulsórios e as mudanças no crédito rotativo do cartão. “Vamos avanços, apesar de que a taxa de juros é sempre o resultado, não a causa em si mesma”, disse.

Ele destacou que as projeções do banco para 2017 foram feitas com conservadorismo e prudência necessários para o que chamou de “ano da virada da economia”. “A carga de incertezas no ambiente econômica é menor a cada semestre e vivemos um cenário de gradualismo e segurança”, disse. “Por isso esperamos a volta do crescimento e devemos trabalhar centrados no crescimento do crédito, na oferta de crédito consciente e que torne possível o financiamento daquilo que podemos chamar o sonho de todos, que é crescimento das pessoas físicas e empresas”.

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