Arenas das Empresas, Resultados

Suzano tem prejuízo de R$ 439 milhões no 4º tri, mas analistas gostam

notas_real_dinheiro

A Suzano Papel e Celulose fechou o último trimestre do ano passado com um prejuízo de R$ 439 milhões, comparado a um lucro de R$ 340 milhões no mesmo período do ano passado. Com isso, o resultado anual  foi de lucro de R$ 1,692 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 925 milhões de 2015.  A empresa é uma das 11 ações preferidas dos analistas para este mês.

O resultado operacional da empresa foi bom, com recorde de produção e vendas de celulose, redução significativa do custo de caixa de produção e maior disciplina de custos e despesas. O resultado foi afetado, porém, pela queda do dólar no fim do ano, e ajustes no valor justo de ativos biológicos. A Suzano vendeu 29,3% mais celulose no quarto trimestre. A receita líquida foi de R$ 2,498 bilhões, em queda de 7,8%, pela queda do preço da celulose, do papel exportado e do dólar.

Já o lucro antes de impostos, depreciação e amortização (Ebitda ou Lajida) foi de R$ 902 milhões, em queda de 26,5% sobre o mesmo trimestre de 2015. Para a Guide Investimentos, o resultado foi positivo, pois em meio ao cenário desafiador, principalmente pelos impactos do dólar e da celulose, a Suzano apresentou ótimos dados operacionais. Entre os destaques, o crescimento da produção na unidade de Imperatriz, atingindo recorde no trimestre. A alavancagem foi reduzida para 2,6x a dívida líquida/Ebitda ajustado ao final de 2016.

A empresa também conseguiu reduzir seu custo de produção por tonelada, atingindo o objetivo de R$ 570,00 e retomando as margens perdidas. “Continuamos otimistas com a evolução operacional da Suzano, que vem desenvolvendo novos produtos”, diz a Guide, acrescentando que “estamos atentos ao movimento de consolidação do setor, que deve ter a Suzano como um dos principais players nesse cenário”, diz a corretora.

Já o BTG Pactual considerou os resultados fortes, especialmente a geração de caixa. O banco diz que Suzano é sua principal indicação por seu potencial de fluxo de caixa elevado, endividamento caindo e potencial de redução de custo de caixa.

O BB Investimentos também classificou os resultados como fortes, com a empresa conseguindo administrar as dificuldades e terminando o ano de 2016 com resultados positivos e boas perspectivas para 2017. O banco destaca a redução de custos de produção para R$ 570 a tonelada e as melhoras tanto no segmento de papel quanto de celulose, além da redução do endividamento. Segundo os analistas Gabriela Cortez e Victor Penna, os aspectos negativos ficaram com os preços da celulose mais baixos na média e a queda do dólar afetando as exportações. O banco tem recomendação de comprar* para o papel e um preço justo de R$ 13,00, que já foi superado pelo preço de mercado hoje, de R$ 13,31, alta de 3,82%, a maior do Índice Bovespa.

A Coinvalores considera que, apesar do resultado debilitado, no médio prazo, a companhia deve implementar importantes projetos, como o aumento da produção de celulose em mais duas unidades, redução ainda maior do custo de celulose e desenvolvimento de outros negócios complementares. Por isso a corretora manteve a recomendação de compra para as ações, com preço-alvo em revisão.

*Corrige recomendação conforme correção feita pelo banco no relatório.

Artigo AnteriorPróximo Artigo
Receba nossas novidades no seu e-mail.
Enviar