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Petrobras aceita retomar negociações com a Sete Brasil

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A Petrobras anunciou hoje que a diretoria da empresa autorizou a retomada das negociações conforme pedido feita pela fabricante de sondas Sete Brasil Participações, em recuperação judicial na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A Petrobras é sócia e principal cliente da Sete Brasil, que foi criada para gerenciar 28 sondas de perfuração de petróleo, com um investimento previsto de US$ 27 bilhões, mas o projeto fracassou após a descoberta de irregularidades e pagamento de propinas na Operação Lava Jato. A Sete Brasil está em recuperação judicial há uma ano e tenta aprovar a conclusão de quatro sondas que estavam em fase final de preparação.

Na segunda-feira, está marcada uma assembleia de credores da empresa para tentar aprovar um plano de recuperação. Se conseguir aprovar a conclusão das sondas, a empresa poderá pagar ao menos uma parte, 20% da dívida, enquanto os acionistas recuperariam ao menos 10% de seu investimento, segundo reportagem do Valor Econômico.

Os acionistas investiram R$ 8,3 bilhões na empresa, que é controlada pelo fundo de participações FIP Sonda, que tem como acionistas a Petrobras, os fundos de pensão Petros, Funcef, Previ e Valia, os bancos Santander e BTG Pactual, o Fundo Strong, o fundo FI FGTS, Lakeshore, Luce Venture e EIG. A empresa tem uma dívida estimada em R$ 18 bilhões, que seria paga em parte com o aluguel das quatro sondas pelos próximos 25 anos.

A maior parte, 70% da dívida estão nas mãos de instituições públicas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Fundo Garantidor da Construção Naval (FGCN) e o FI FGTS. Outros 30% pertencem aos bancos privados Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.

Criada dentro da euforia da descoberta do pré-sal, a Sete Brasil era o símbolo da retomada do projeto de criação de uma indústria naval no Brasil, já tentado no tempo da ditadura militar. Parte dos contratos fechados com a Petrobras, porém, serviu para enriquecer seus sócios e transferir recursos para partidos políticos.

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