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Parente alerta que dívida da Petrobras ainda é alta; empresa fará parceiras para refino

Brasília - Presidente da Petrobras, Pedro Parente durante fala da sanção da Lei que flexibiliza a operação e novos investimentos na camada petrolífera do pré-sal, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

O endividamento líquido da Petrobras caiu 20%, passando para R$ 314 bilhões ou US$ 96,4 bilhões, em decorrência da amortização e pré-pagamento de dívidas, utilizando recursos de desinvestimentos e do caixa, bem como da apreciação do real. A gestão da dívida também possibilitou o aumento do prazo médio de 7,14 para 7,46 anos.

Isso e mais o aumento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) fez a relação Dívida líquida/Ebitda cair para 3,54 vezes, ante 5,11 vezes, ao final de 2015. A meta é que esse indicador chegue a 2,5 vezes o Ebitda no fim de 2018.

Maior do mundo e mais que Estados

Mas, apesar da redução da dívida, ela ainda está em torno de US$ 100 bilhões, uma das maiores entre as empresas de petróleo do mundo, fez questão de destacar o presidente da Petrobras, Pedro Parente, durante coletiva de apresentação dos resultados. Segundo ele, a dívida da estatal supera a de todos os Estados brasileiros somados, excluindo São Paulo. “Se acrescido São Paulo, a dívida da Petrobras equivale a 70% de todos os Estados brasileiros”, afirmou.

Sem descuido nem dividendo

Segundo Parente, a empresa não deve pagar dividendos, nem participação nos lucros aos funcionários, apesar do ganho no último trimestre. “Gostaríamos de pagar o mais cedo possível, mas vamos precisar desse resultado”, afirmou. “Não vemos e não achamos que é o caso em função dessa melhora de ter mudança nas metas, até para assegurar que cumpriremos a meta de 2,5 vezes o Ebitda para a dívida”, disse. “Não podemos descuidar desse assunto e não vamos descuidar”, afirmou.

Parcerias no refino

A empresa pretende também fazer parcerias para ampliar os investimentos em refino, disseram executivos da empresa durante a coletiva. Segundo eles, as parcerias podem trazer valor não só pela redução do investimento necessário nos processos como reduzem o risco e também agregam tecnologia e padrões de governança. Por isso, querem estender as parcerias para o refino também. Hoje, a Petrobras produz entre 250 mil e 300 mil metros cúbicos de gasolina e 700 a 800 metros de diesel por mês.

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