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Mesmo com queda do consumo, Renner mantém investimentos e prevê mais 45 lojas em 2015

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O recente recuo das vendas do varejo, somado às perspectivas cada vez piores de desaceleração econômica no país, parecem não impactar os planos de expansão das Lojas Renner para 2015. A rede informa que manterá intacto seu investimento de R$ 550 milhões para o período, que prevê o lançamento de mais 45 lojas, sendo 25 da marca, dez da Camicado, especializada em produtos para a casa, e outras dez da Youcom, o selo jovem da fabricante.

“A Renner vem se preparando desde 2013 para um cenário mais desafiador, acreditamos que o reconhecimento da marca pelo público deverá segurar a demanda mesmo em tempos de baixa atividade econômica e queda na confiança do consumidor”, acredita o chefe financeiro e de relações com investidores da companhia, Laurence Gomes. Segundo o executivo, há dois anos, uma auditoria externa foi contratada para melhorar processos e ajustar a estrutura de operações da empresa justamente de olho em fases mais complicadas do mercado.

Gomes explica que, apesar de estarem atentos ao cenário complicado, o grupo trabalha com perspectivas de longo prazo. “Já passamos por quadros de instabilidade e também os vimos como oportunidades”, assinala. Só para 2021, a maior varejista brasileira de moda espera totalizar 408 unidades da Renner, 125 unidades da Camicado e 300 da Youcom.

Crescimento e controle de gastos

Ancorada num 2014 forte, o diretor conta que, enquanto o mercado cresceu 3,4% no ano passado, a Renner se expandiu em 18,6%. “Foi um ano em que vimos a marca diminuir sua distância ante lojas especializadas com a venda de produtos mais competitivos e coleções adaptadas para a realidade brasileira”, afirma.

No ano passado, a rede somou R$ 5,2 bilhões em receita líquida, teve uma geração de caixa livre (Ebtida) de R$ 1,1 bilhão e investiu R$ 502 milhões.

Além disso, ele diz que este ano será mais leve para as contas da empresa, que tem focado em melhorar sua produtividade e diminuir gastos. Sem números preocupantes de inadimplência entre os clientes portadores do cartão da marca, a empresa também não deverá trabalhar com produtos mais baratos por conta do momento delicado da economia.

Em linha com as expectativas do mercado

Na avaliação do analista de ações do BESI Brasil, André Fontoura, a Renner aparece na liderança das recomendações do setor de vestuário no Brasil pela força do seu posicionamento de marca. O analista destaca como pontos fortes da companhia uma cadeia eficiente de fornecedores, um desenvolvimento e mix assertivo de produtos, além de sua estratégia de preços.

Fontoura explica que a varejista fica na frente das concorrentes Marisa e Hering por manter a consistência dos valores cobrados pelos produtos, o que favorece a lembrança da marca pelo consumidor. “Durante algum tempo a Marisa baixou demais seus preços, enquanto a Hering os reajustou para cima, ambas as estratégicas prejudicam a percepção que o cliente tem da marca”, afirma.

O desempenho da empresa no ano passado também fortalece a indicação do BESI de compra dos papéis da empresa até o próximo ano. Marisa e Hering ficaram com recomendação de venda das ações.

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