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Fitch alerta sobre rating da Petrobras após acordo com governo

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A agência de classificação de risco Fitch Ratings comunicou hoje que o acordo da Petrobras com o governo para ampliar a exploração de petróleo em áreas de cessão onerosa do pré-sal “pode resultar em uma ação negativa” no rating da estatal.

Segundo o comunicado, mesmo que não haja rebaixamento da nota de risco de crédito da companhia, uma mudança negativa no rating pode acontecer por causa do significativo aumento no endividamento da companhia em relação ao seu lucro operacional, resultante das condições do acordo com o governo.

Os analistas da Fitch afirmam que os termos do acordo, que preveem o pagamento de um bônus de exploração de R$ 2 bilhões ao governo, vão “pressionar a capacidade da Petrobras de gerar fluxo de caixa, além de comprometer a qualidade de crédito da empresa”.

Além do bônus, a Petrobras também vai antecipar o pagamento de R$ 13 bilhões de lucro óleo ao governo entre 2015 e 2018. Esse prazo, na visão da Fitch, é “significativamente anterior a qualquer produção de óleo nas áreas contratadas”.

A grande quantia que a estatal vai desembolsar por causa do contrato trará um peso adicional, segundo a Fitch, sobre o já negativo fluxo de caixa da companhia, “resultado de seu agressivo programa de investimentos”.

Como consequência desse cenário, a agência afirma que a Petrobras aumentará sua dependência de empréstimos e a necessidade de financiamento via captações no exterior tendem a aumentar para além das expectativas iniciais da Fitch, que giravam em torno de US$ 15 bilhões.

No pregão de hoje da BM&FBovespa, as ações preferenciais (PN, sem voto) da Petrobras tinham alta de 0,35% e as ordinárias (ON, com voto) subiam 0,68%. O Índice Bovespa tinha 0,18% de valorização.

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