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Bradesco vai lançar banco digital este ano; crédito deve melhorar no segundo semestre

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O Bradesco está próximo de lançar um banco digital, com objetivo de atender novos clientes entre 25 e 35 anos, os chamados “millennials”, que têm uma relação diferente com o setor financeiro e seus serviços, diz Carlos Firetti, diretor de relações com investidores do banco. “Será uma plataforma centrada no móbile, no celular, usando o conceito de jornada do cliente, para definir os produtos que façam sentido para ele”, disse, durante a apresentação dos resultados do banco. Segundo Firetti, o novo banco digital do Bradesco deve entrar em operação ainda neste semestre.

No ano passado a carteira de crédito do Bradesco caiu 9,2% e inadimplência subiu, o que foi compensado com redução de custos e diversificação de receitas, afirma Alexandre da Silva Glüher, diretor vice-presidente. Para este ano, o banco espera um crescimento da carteira de crédito expandida de 1% a 5%. Segundo ele, houve ganhos importantes em seguros e serviços.

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Ele espera uma redução nas despesas de crédito de liquidação duvidosa já em 2017 e, principalmente, em 2018. E o banco deve avançar na captura de sinergias com a absorção do HSBC. “Isso deve permitir em algum horizonte voltar a retornos sobre o patrimônio entre 18% e 20%”, disse. No ano passado, o retorno do banco ficou em 17,6% com um lucro de R$ 17,1 bilhões.

Os ativos do Bradesco atingiram 1,3 trilhão no fim de 2016, um crescimento de 19,8%. Segundo Glüher, o baixo crescimento do crédito impediu um avanço maior dos ativos. O patrimônio líquido do banco fechou o ano passado em R$ 100,4 bilhões, com crescimento, 13,3%, em virtude da retenção de parte dos lucros. No ano passado, o banco distribuiu 48,7% do lucro.

O vice-presidente destacou que o banco conseguiu cumprir a maior maior parte das projeçõs (guidance), mesmo com as dificuldades econômicas de 2016. Ele destaca ainda o aumento da inadimplência no quarto trimestre, mas diz que já há uma melhora nos atrasos de prazo mais curto, abaixo de 90 dias, especialmente nos novos créditos, que indicam uma tendência de melhora para este ano.

Inadimplência melhor no 2º semestre

Para Glüher, o pico de perdas com crédito ocorreu no fim de 2016, havendo espaço agora para recuperação, com estabilidade agora no primeiro semestre e queda a partir do segundo semestre. A queda nos atrasos deve ajudar a reduzir as taxas de juros dos empréstimos, assim como volume de operações.

Os seguros também foram destaque, com um crescimento de prêmios de 10% em 2016, dentro do previsto. O lucro da Bradesco Seguros, de R$ 5,6 bilhões, foi 5% maior.

Já em relação à capitalização do banco, ele afirma que ela está hoje em 12% em relação aos ativos ponderados pelo risco, bastante confortável, e deve melhorar com a retenção do lucro nos próximos anos aumentando o patrimônio. Pelas regras da Basileia 3, que devem entrar em vigor em 2019, o índice seria de 9%, também confortável.

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