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BM&FBovespa tem lucro de R$ 928 milhões no 4º tri; despesa sobe com bônus de ações para executivos

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A BM&FBovespa divulgou na sexta-feira à noite seu resultado do quarto trimestre de 2016 com um lucro de R$ 927,9 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 407 milhões no mesmo período do ano passado. Os destaques foram o crescimento de 14,8% na receita líquida, para R$ 623,7 milhões, pelo aumento dos volumes negociados, acompanhado de um aumento também das despesas, de 44,9%, para R$ 309,2 milhões. Isso fez o resultado operacional da bolsa cair 4,7% no trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 314 milhões.

O aumento das despesas foi explicado pela bolsa pelo repasse de recursos para a empresa de fiscalização do mercado, a Bovespa Supervisão de Mercados (BSM). A BSM recebeu R$ 18 milhões no quarto trimestre, mais que o dobro dos R$ 8 milhões no ano anterior.

Concessão de ações sobe 308,6%

Houve também um aumento de 57,4% nas despesas de pessoa, para R$ 167 milhões, impactadas principalmente pelo aumento de 308,6% das despesas com concessões de ações e opções de ações para os executivos da empresa, que atingiram R$ 57,5 milhões, ante R$ 14,1 milhões no quatro trimestre do ano passado. No ano, essa despesa com ações atingiu R$ 145 milhões, 46,7% acima dos R$ 99 milhões de 2015.

Com isso, no ano, a bolsa registrou lucro líquido de R$ 1,446 bilhão, 34,3% menor que os R$ 2,202 bilhões de 2015, apesar do crescimento de 4,7% na receita líquida, para R$ 2,320 bilhões. As despesas cresceram 44,1%, para R$ 1,226 bilhão, puxadas pelas opções de ações aos executivos ao repasse à BSM. Sem elas, a despesa ajudada teria sido de R$ 653 milhões no ano, ante R$ 614 milhões em 2015.

A BM&FBovespa está em processo de compra da concorrente Cetip e enfrenta a análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O reforço da BSM como estrutura de fiscalização independente da bolsa faz parte do esforço para reduzir o monopólio da empresa sobre o mercado após a fusão.

 

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