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BB projeta lucro até 74% maior este ano; Deutsche manda comprar e UBS, vender

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O Banco do Brasil (BB) divulgou hoje as projeções para este ano, juntamente com os números do quarto trimestre e do ano de 2016. Pelas projeções do banco, o lucro ajustado poderá fechar 2017 entre R$ 9,5 bilhões e R$ 12,5 bilhões. Esses números representam um crescimento de 32% a 73,6% sobre o lucro ajustado do ano passado, de R$ 7,2 bilhões.

Hoje, o BB anunciou um lucro no quarto trimestre 62% menor que no mesmo período do ano passado e, no ano de 2016, 44% menor. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido caiu de 12,7% para 4,5% no trimestre e de 17,8% para 9,5% no ano fechado de 2016.

O banco espera ainda um crescimento da carteira de crédito entre 1% e 4%, puxado pelas pessoas físicas, com aumento de 4% a 7%, e rural, de 6% a 9%. Já para empresas, a expectativa ainda é de queda no crédito, de -1% a -4%. As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa devem cair de 20,5% a 23,5%. Menos despesas com provisões e mais crédito poderiam explicar o aumento no lucro previsto.

Já as receitas de tarifas devem crescer 6% a 9%, acima da inflação, estima o banco, que espera um crescimento de 1% a 4% nas despesas.

O BB é alvo de amor e ódio das corretoras. A do Deutsche Bank recomenda a compra das ações, com preço justo de R$ 33,00. O banco alemão diz que já esperava um resultado fraco, mas destaca melhoras operacionais e que o novo guidance para este ano implica uma forte recuperação do lucro líquido neste ano. O Deutsche estima um lucro para o BB de R$ 11 bilhões em 2017, mas trabalha com provisões maiores, de R$ 27,7 bilhões e despesas crescendo mais, 5%. Já o crédito pode crescer 6%, na visão do Deutsche.

Já o UBS manda vender a ação, com um preço-alvo de R$ 23,00. O banco suíço estima que a projeção de lucro do banco significa um retorno sobre o patrimônio entre 10,9% e 14,1%, ante uma estimativa do UBS de 11,8% este ano, com um lucro de R$ 10,4 bilhões. Segundo o UBS, o novo guidance sugere que a qualidade dos ativos do BB pode em breve atingir um ponto de inflexão.

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