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Ação da PDG Realty cai 16% após prejuízo de R$ 1,7 bi e receio de recuperação judicial

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A ação ordinária (ON, com voto) da PDG Realty, que já foi uma das maiores empresas de incorporação imobiliária do Brasil, terminou o dia em queda hoje na BM&FBovespa de 16,06%, negociada a R$ 1,83%. A companhia anunciou na segunda-feira à noite que fechou o terceiro trimestre acumulando um prejuízo de R$ 1,7 bilhão, elevando a perda no ano para R$ 2,9 bilhões.

Altamente endividada, a empresa pode ter de pedir recuperação judicial em breve, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo. A auditoria KPMG se recusou a assinar o último balanço, divulgado na noite de segunda-feira, prazo final para as empresas apresentarem seus resultados do terceiro trimestre. A empresa informou que os auditores se abstiveram de emitir uma conclusão sobre o “pressuposto de continuidade operacional” da incorporadora, ou seja, não confirmam que a PDG tem condições de continuar atuando. A empresa segue negociando com seus credores para definir estratégias para renegociar dívidas e garantir recursos para continuar bancando as despesas administrativas, de vendas e de construção dos empreendimentos. A PDG disse ainda que não há decisão quanto às providências que serão tomadas caso não seja possível regularizar seus financiamentos de curto prazo.

Segundo a reportagem, a PDG trocou toda a diretoria e reformulou seu conselho de administração, contratando o consultor especialista em empresas em dificuldades, Ricardo Knoepfelmacher, conhecido como Ricardo K, da RK Partners, que já cuidou da renegociação da dívida da EBX, empresa de Eike Batista. A PDG tem dívidas R$ 6 bilhões, que afetarão especialmente o Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e Itaú, que possuem 70% do débito.

 

 

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