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Tesouro Direto supera R$ 40 bi e número de investidores inscritos cresce 80% em 2016

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A expectativa de que a festa dos juros altos deve acabar nos próximos anos provocou um forte aumento na procura por títulos públicos no ano passado, especialmente no fim do ano. Em dezembro, o Tesouro Direto, sistema de venda de títulos públicos federais pela internet, alcançou duas marcas importantes, informou hoje o Tesouro Nacional. O estoque de títulos vendidos no sistema ultrapassou pela primeira vez R$ 40 bilhões e o número de investidores ativos (que efetivamente possuem aplicações) superou 400 mil.

Em dezembro, o estoque de títulos vendidos chegou a R$ 41,1 bilhões, um aumento de 3,7% em relação ao mês anterior (R$ 39,6 bilhões) e de 60,5% sobre dezembro de 2015 (R$ 25,6 bilhões).

O aumento no número de investidores ativos no mês foi de 19.240, recorde da série histórica. Com isso, o total de investidores ativos alcançou 401.799, uma variação de 71,8% nos últimos 12 meses. Já o acréscimo mensal de investidores cadastrados foi de 48.403, totalizando 1.126.212 participantes inscritos no Tesouro Direto, o que representa aumento de 80,4% em relação a 2015.

Em dezembro, foram realizadas 187.270 operações de investimento pelo sistema, também o maior número registrado em um mês desde o lançamento do programa. O valor médio por operação foi de R$ 9.159,23. A maior parte dessas operações (73,5%) é relativa a aplicações de até R$ 5.000,00, o que reforça a utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores, diz o Tesouro.

As aplicações do Tesouro Direto atingiram R$ 1,7 bilhão em dezembro e os resgates totalizaram R$ 616,3 milhões, relativos às recompras.

Os títulos mais demandados pelos investidores foram os indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+com Juros Semestrais, ou NTN-B Principal e NTN-B), cuja participação no volume total de investimentos atingiu 51,6%. Os títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic, ou LFT) corresponderam a 28,0% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, ou LTN e NTN-F), a 20,4%.

Em relação ao prazo, 14,4% dos investimentos ocorreram em títulos com vencimentos acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre 5 e 10 anos representaram 32,7% e as com prazo entre 1 e 5 anos, 52,9% do total.

Perfil do estoque

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 62,3%. Na sequência aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 20,0% e os títulos prefixados, com 17,7%.

A maior parte do estoque, 57,3%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 17,9% e os com vencimento acima de 10 anos, a 16,9% do total. Cerca de 7,9% dos títulos vencem em até 1 ano.

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