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Senior Solution no Novo Mercado, Eletrobras deve mais R$ 3 bi, Cade aprova Itaú-Citi, Braskem, Petrobras

A Ser Educacional expande operações de ensino a distância. A Eletrobrás terá de devolver R$ 3 bi a consumidores. Petrobras captou R$ 5 bi em debêntures para alongar dívida. Cyrela fecha acordo para investir R$ 400 milhões com fundo canadense. Braskem lucrou R$ 1,1 bilhão. Cade aprova compra do Citi no Brasil pelo Itaú Unibanco. Governo quer vender usinas da Cemig. Senior Solution estreia no Novo Mercado da B3.
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Senior Solution passa do Bovespa Mais para o Novo Mercado

A Senior Solution, negociada no mercado de acesso Bovespa Mais, migra hoje para o Novo Mercado. Com a migração, a Senior Solution, líder em softwares e serviços para o setor financeiro, passa a ser a 135ª empresa listada no Novo Mercado, que conduz as empresas ao mais elevado padrão de governança corporativa. As empresas listadas nesse segmento podem emitir apenas ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON).

 Ser Educacional avança em ensino a distância

Ser Educacional informou que o Ministério da Educação autorizou a sua universidade UNAMA a adicionar 150 novos polos de ensino a distância (EAD) por ano. Com esse novo credenciamento, a instituição poderá expandir sua rede EAD em até 700 polos por ano, conforme determinou o marco regulatório do segmento (Portaria Normativa 11 de 21/jun/17 do MEC), sendo 150 polos por meio da UNINASSAU de Maceió-AL, 150 polos da UNINASSAU de Recife-PE e 250 polos pela UNG/UNIVERITAS de Guarulhos-SP, além desses 150 polos autorizados para a UNAMA que ainda espera por um segundo credenciamento EAD. No total, as autorizações do MEC permitirão ao grupo Ser Educacional a consolidação imediata de 55 polos de EAD em operação e a capacidade total de criação de 800 polos por ano. A opearção trará bons resultados para as operações, avalia a corretora Coinvalores.

Eletrobras terá de devolver R$ 3 bi a consumidores

A Agência Nacional de Energia Elétrica determinou que a Eletrobras terá que devolver R$ 2,998 bilhões aos consumidores, em razão de repasses da Conta de Consumo de Combustíveis para sua subsidiária Amazonas Distribuidora de Energia, entre julho de 2009 e junho de 2016, que foram considerados como indevidas pela agência reguladora. A devolução desse montante à CCC deve ser realizada em até 90 dias, sendo que a companhia tem até 10 dias para recorrer à superintendência e, posteriormente, a diretoria colegiada da ANEEL. Como a elétrica já mantém situação financeira bastante deliciada, a novidade tende a pressionar suas ações no curto prazo, avalia a corretora Coinvalores.

Petrobras capta R$ 5 bi em debêntures

A Petrobras comunicou a conclusão de sua 5° emissão de debêntures simples, onde captou o total de R$ 4,988 bilhões. A operação foi distribuída em quatro séries com o último vencimento em 2024. O maior percentual, quase 70%, foi captado pelo custo médio de 106,75% do CDI, sendo que o montante total deve ser utilizado para amortizar dívidas de curto prazo. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, a demanda por tais títulos teria superado os R$ 10 bilhões, o que mostra que a estatal vem resgatando a confiança do mercado.

Cyrela faz acordo com fundo canadense para investir R$ 400 milhões

A Cyrela Commercial Properties finalizou o acordo para formar uma joint venture com o braço de investimentos do fundo de pensão canadense CPPIIB para investir US$ 400 milhões em edifícios corporativos no Brasil. Além disso, como já havia sido anunciado, o CPPIIB adquiriu 33% de participação no portfólio de edifícios corporativos da Cyrela, que por sua vez  ficou com os 50% que o fundo canadense tinha em uma joint venture de centros logísticos.

Braskem tem lucro de R$ 1,14 bi no 2º tri

A Braskem, petroquímica pertencente ao grupo Odebrecht e à Petrobras, lucrou R$ 1,14 bi no segundo trimestre, crescimento de 316% sobre o mesmo trimestre do ano passado. O resultado é fruto principalmente de um menor impacto de despesas financeiras, uma vez que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebidta) cresceu 1%. Para o UBS, o resultado veio em linha com o esperado, e reforça a recomendação de compra para o papel considerando saudáveis retornos em produtos petroquímicos, um real relativamente fraco, uma recuperação do mercado doméstico e a perspectiva de expansão internacional. A perspectiva, porém, é que o resultado do segundo semestre seja menor que o do primeiro. O banco estima um preço justo de R$ 45 para o papel.

Itaú e Citi juntos oficialmente

O Conselho de Defesa Econômica (Cade) aprovou com certas condições a compra das operações de varejo do Citibank pelo banco Itaú Unibanco, em uma transação de R$ 710 milhões. Entre as condições impostas, o Itaú não poderá adquirir instituições financeiras e consórcios por um prazo de até 30 meses.

Governo quer vender usinas da Cemig

Dentro da necessidade de melhorar as contas fiscais, o governo federal pretende leiloar o parque gerador da Cemig. São quatro usinas, São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande, avaliados em R$ 11 bilhões  e com capacidade de 2,9 gigawatts, uma vez, que o contrato de concessão da Cemig expirou. A empresa está buscando renegociar junto ao governo uma renovação, que acomode os interesses da empresa e do Ministério da Fazenda, cujo objetivo é a arrecadação com a venda. A Cemig também possui um plano de desinvestimentos em ativos de R$ 3,1 bi, o que incluirá a venda das ações da Light.

Com informações de corretoras e agências de notícias.

 

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