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Retração do PIB maior que a esperada deve acelerar queda dos juros, avaliam corretoras

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O IBGE divulgou nesta manhã o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do 4º trimestre de 2016 com uma queda de 0,9% sobre o trimestre anterior e de 2,5% sobre  o mesmo trimestre de 2015, resultados piores que os esperados pelo mercado, que trabalhava com -0,5% e -2,4%, respectivamente. No ano, a queda foi a esperada, 3,6%, apesar de ser uma das piores contrações da história do país, avalia a XP Investimentos.

A corretora destaca dois componentes da queda. O primeiro, o consumo das famílias, que  continuou combalido e terminou 2016 com -4,3%, ante -3,9% em 2015, piorando no 4ª trimestre de 2016 em relação ao trimestre anterior (-0,6% ante -0,3%, ambos com ajuste sazonal). O segundo ponto foi o a taxa de investimento, que também continua frágil e encerrou o ano de 2016 em -10,2%, ante -13,9% em 2015. Do terceiro para o quarto trimestre, a queda do investimento foi de 2,6%, ante 1,6% no ano anterior, com ajuste sazonal.

Para a XP, o resultado confirma que a retomada da economia brasileira tende a ser vagarosa, o que deve facilitar o trabalho do Banco Central (BC) em intensificar o corte dos juros, de 0,75 ponto percentual para 1 ponto nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Os números um pouco mais fracos do que o esperado podem manter as apostas em torno de cortes maiores da Selic à frente, acredita a Guide Investimentos. Para a corretora, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcado para os dias 11 e 12 de abril, a taxa básica Selic pode cair 1%, e não 0,75 ponto.

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Fonte: XP Investimentos

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