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Refinanciamento pode ser opção em meio à dificuldade para vender imóvel

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Os preços dos imóveis seguem em queda, apesar dos pequenos sinais de melhora da economia neste início de ano. Nos 12 meses encerrados em março, os valores dos imóveis vendidos apresentou perda de 1,82%, segundo dados do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em algumas cidades, a queda é ainda maior, como no Rio de Janeiro, onde os preços recuaram 4,05%.

O recuo dos preços é ainda maior se for considerada a inflação do período, de 4,57% pelo IPCA. Nesse caso, a perda real para os vendedores de imóveis chega a 6,5%.

A queda dos preços indica maior dificuldade para a venda de imóveis, que obriga os proprietários a reduzir os valores pedidos para fechar negócio. Uma opção para quem precisa de dinheiro e não consegue vender um imóvel pode ser o home equity, ou financiamento hipotecário. Ele pode ajudar quem acabou concentrando demais as economias em imóveis e precisa de dinheiro para uma emergência ou não conseguiu se desfazer de algum bem dentro do prazo planejado.

A vantagem é que o dinheiro pode ser obtido rapidamente, em até um mês, e com taxas muito mais baixas do que as dos outros tipos de crédito, mesmo o consignado, e com prazos mais extensos. E depois, com o mercado voltando ao normal, o imóvel pode ser vendido e o débito quitado.

Para o crédito, é preciso que o imóvel esteja quitado e com a documentação em ordem, tanto no cartório quando na Prefeitura. O banco faz então o empréstimo e é feita a alienação fiduciária do bem, que passa para o nome da instituição financeira até a quitação da dívida. O dono continua, porém, com a posse do imóvel, e pode alugá-lo ou morar nele.

Se o imóvel estiver alugado, o refinanciamento imobiliário servirá como uma antecipação dos aluguéis futuros. O dono receberá o empréstimo e pagará as parcelas com o aluguel.

E o prazo dos contratos, que pode chegar a dez anos, dá tempo para que o mercado de imóveis se recupere. A expectativa é de que, a partir de 2018, a economia brasileira volte a crescer, o que deverá ajudar na retomada das compras de imóveis.

As operações de home equity são beneficiadas também pela queda dos juros básicos. Com a taxa Selic caminhando para um dígito ainda este ano, os juros do refinanciamento imobiliário também devem cair. A expectativa é de que o juro básico recue para 8% ao ano até o fim deste ano e fique nesse nível até o fim de 2018. E linhas com garantia real e baixo risco para o credor, caso do crédito imobiliário e do home equity, devem ter reduções mais rapidamente, pois dependem menos da queda da inadimplência do que os juros do cartão de crédito ou do cheque especial.   

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