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Ouro ganha com lambanças de Trump e dólar fecha mês em queda de 3%

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O ouro, porto seguro nos momentos de instabilidade de governos e moedas, foi o grande ganhador do mês no mercado internacional, com 5,2% de alta. Em Nova York, a onça-troy (31,104 gramas) fechou em US$ 1.211,40, com ganho no dia de 1,3%. No Brasil, o grama do metal fechou hoje em alta de 2,74% no dia e, no mês, de 2,43%.

A alta do metal no mercado internacional se acentuou nos últimos dias, após as medidas desastradas do presidente americano Donald Trump, de sair do acordo Transpacífico, abrindo espaço para a China na região, e anunciar um muro na fronteira sul que terá de ser construído com cimento mexicano, e com recursos de um aumento de tarifas de importação sobre produtos mexicanos que vão ser pagos por americanos. O ponto máximo da desconfiança veio com as medidas anti-imigração de países muçulmanos, que levou o caos aos aeroportos e companhias aéreas e incluiu uma trapalhada com quem tinha green card.

A diferença entre o ganho do ouro fora e no Brasil é por conta do dólar, já que a cotação do minério é dolarizada. Como a moeda americana caiu 3,15% no mercado comercial e 3,07% no turismo em janeiro, isso reduziu o ganho do ouro em reais.

O dólar subiu 0,73% hoje e fechou a R$ 3,152 para venda no mercado comercial. No turismo, a moeda caiu 2,12%, para R$ 3,23 para venda.

Os juros também caíram hoje, com os dados de desemprego em alta e as declarações de Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central (BC) reafirmando as condições de queda dos juros básicos.

O contrato futuro de DI para janeiro de 2018 projetava 10,91% no fechamento, ante 10,94% ontem. Para janeiro de 2019, a taxa ficou em 10,37%, para 10,42% ontem. E, para 2021, a taxa foi de 10,68%, ante 10,70% ontem.

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