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Depósitos de poupança crescem com juro menor e Caixa capta R$ 721 milhões no ano

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A queda dos juros começa a mostrar seus efeitos sobre os mercados e os investidores. A Caixa Econômica Federal anunciou que fechou julho de 2017 com captação líquida de poupança R$ 721,2 milhões no acumulado do ano. No mesmo período, segundo dados do Banco Central (BC), o mercado registrou, até o dia 26 e julho, resgates líquidos de R$ 12,4 bilhões, informou o banco em comunicado. Em julho, a Caixa também ampliou sua participação no mercado, com fatia de 38,37%.

O movimento reflete a expectativa de que, com o juro menor, a rentabilidade da poupança, isenta, passe a superar aplicações também conservadoras, mas que pagam impostos ou taxas de administração. Com juros perto de 9%, a poupança supera em rentabilidade a maioria dos fundos de renda fixa populares, com taxa de administração acima de 1%. A recuperação das aplicações começou em maio, quando o BC divulgou a primeira captação positiva mensal do ano.

Para o vice-presidente de Produtos de Varejo da Caixa, Fábio Lenza, o bom desempenho da poupança é atribuído à redução da taxa básica de juros e à tradição da poupança da Caixa, líder do segmento. “A redução da Selic, atrelada à confiança da população na marca, aumenta a atratividade do produto frente a outros investimentos”, afirma Lenza.

Mais que fundos no curto prazo

Comparativamente, a poupança já apresentou, no último mês, rentabilidade líquida superior às de fundos de investimento e CDBs, diz o banco. “A redução da taxa básica de juros, que alcançou o patamar de 9,25%, torna o rendimento apresentado pela poupança um atrativo”.

O banco lembra que os CDB e fundos sofrem incidência de imposto de renda, sendo que os fundos têm ainda a cobrança de taxa de administração do gestor. O banco simulou uma aplicação de R$ 5.000, por 30 dias, que no caso paga o maior imposto de renda, de 22,5%. Em aplicações mais longas, o CDB ou o fundo teria um ganho um pouco maior pelo imposto menor, de 20% a partir de seis meses, 17,5% acima de um ano e 15% depois de dois anos.

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