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Consórcios têm crescimento de 42,5% em sete anos, com destaque veículos

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Dados do Banco Central mostram que entre 2009 e 2016 o Sistema de Consórcios registrou forte crescimento. Segundo o levantamento do BC, em dezembro de 2016 havia 165 administradoras de consórcios e 18,5 mil grupos, período em que o sistema alcançou 6,95 milhões de cotas de consorciados ativos. Esse desempenho significa recuo de 3,1% em relação a dezembro de 2015, refletindo, principalmente, a retração sofrida pelo segmento de motocicletas (queda acumulada de 13,3% ao longo de 2016) — mas uma expansão de 42,5% nos últimos sete anos.

Contemplações por lances: quase 70% do total

Segundo dados do relatório do BC analisados pela Embracon, empresa que atua nos segmentos de automóveis, veículos pesados e motocicletas, ao longo do ano passado foram contemplados 1,13 milhão de créditos. Desse total, 47,2% eram créditos referenciados em automóveis, 42,4% em motocicletas e 6,2% de imóveis.
Os demais segmentos respondiam por 4,4% das contemplações (50,1 mil créditos), sendo 2,8% referenciados em veículos pesados, 1% em serviços e 0,6% em outros bens duráveis. Do total de créditos contemplados em 2016, 69,8% foram contemplações por lances e 30,2% por sorteio.

Automóveis: aumento de 198% em 7 anos

O segmento de automóveis registrou 3,37 milhões de cotas de consorciados ativos em dezembro de 2016, um aumento de 5% em relação à quantidade registrada em dezembro de 2015.
No acumulado dos últimos sete anos, a expansão dos consórcios de automóveis foi de nada menos que 198,1%.
Nesse período, a participação desse ramo no sistema de consórcios passou de 23,2% para 48,5% — refletindo, entre outros fatores, a maior seletividade dos bancos na concessão de financiamento de veículos e mostrando que o consórcio tem sido opção para o brasileiro viabilizar uma compra mais planejada de bens.
O valor médio dos créditos referenciados em automóveis, entre 2015 e 2016, cresceu 5,6%, alcançando R$37,6 mil.

Imóveis têm expansão de 10,8%

No segmento de imóveis, houve expansão de 10,8% nas cotas de consorciados ativos entre 2009 e 2016. Somente no ano passado, o valor médio dos créditos referenciados em imóveis cresceu 9,6% frente a 2015, alcançando R$ 143,1 mil.
Cinco Estados (SP, MG, PR, BA e RS) respondem por mais da metade (52%) dos consorciados ativos do sistema de consórcios. São Paulo e Minas Gerais ocupam, o primeiro e segundo lugar em quantidade de consorciados ativos desde 2009.
No ano passado, a participação destes estados no total de cotas ativas foi de 22,8% (SP) e 9,3% (MG), seguidos do Paraná (7,3%), Bahia (6,9%), Rio Grande do Sul (6%), Rio de Janeiro (5%), Pará (4,7%), Ceará (4,2%), Maranhão e Mato Grosso (ambos com 3,7%), Goiás (3,5%) e Pernambuco (3,4%).

Abac aponta crescimento em 2017

Dados da Abac – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) também mostram cenário positivo no setor, com boa recuperação a partir de maio do ano passado. Com 202,5 mil novas cotas vendidas em julho, o Sistema de Consórcios bateu o recorde do ano e manteve o ritmo de crescimento registrado nos últimos meses.
As adesões acumuladas de janeiro a julho superaram 1,303 milhão de unidades, com 8,8% de alta sobre as 1,198 milhão contabilizadas no mesmo período do ano passado. Mais uma vez, a categoria veículos leves é a que registra o maior volume de vendas, com 97,5 mil cotas, seguidas de imóveis (27 mil), veículos pesados (5,5 mil) e eletroeletrônicos (1,85 mil).
De acordo com a Abac, os créditos vendidos correspondentes somaram R$ 53,33 bilhões (jan-jul/2017), 25,3% acima dos R$ 42,57 bilhões verificados anteriormente (jan-jul/2016). O tíquete médio de R$ 46,5 mil de julho, também o maior do ano, foi 19,8% superior aos R$ 38,8 mil do mesmo mês do ano passado.
Os indicadores de vendas avançaram, no entanto, houve retração no ritmo de contemplações. Nos sete primeiros meses do ano, registrou-se um acúmulo de 707,5 mil consorciados contemplados, 7,4% abaixo dos 764 mil do mesmo período do ano anterior. Nos créditos concedidos correlatos, houve 2,2% de baixa, reduzindo o total de R$ 23,09 bilhões para R$ 22,58 bilhões.

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