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Com debêntures da BR, captações domésticas somam R$ 4,5 bilhões em agosto

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As captações domésticas em agosto foram puxadas, quase que exclusivamente, pela emissão das debêntures da Petrobras Distribuidora (BR). Dos R$ 4,5 bilhões captados no período, R$ 3,5 bilhões correspondiam às ofertas de títulos de dívida da subsidiária da estatal. Em agosto do ano passado, as captações somaram R$ 6,8 bilhões, o que significa uma queda de 33,8% no mês. Os dados foram divulgados hoje pelo Boletim de Mercado de Capitais da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). De janeiro a agosto deste ano, as captações acumulam R$ 60,4 bilhões, contra R$ 100,4 bilhões nos mesmos meses de 2014, uma queda de 40%.

As demais emissões de dívida foram da Odebrecht Ambiental, de R$ 120 milhões, e da Elog, de R$ 40 milhões. Além disso, outras três operações com notas promissórias totalizaram R$ 596 milhões e duas emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) somaram mais R$ 229 milhões.

A operação da Petrobras Distribuidora já é a terceira maior do ano em volume, perdendo apenas para as emissões do Santander Leasing em janeiro, de R$ 10 bilhões, e da Cielo em abril, que bateu os R$ 4,6 bilhões. Em 2015, 84,3% das emissões com títulos de renda fixa foram feitas por meio de debêntures, sem contar a captação com debêntures de leasing.

Segundo a Anbima, “a sazonalidade deste mês, tradicionalmente marcado pela menor movimentação de investidores internacionais, parece ter sido potencializada pela crise de confiança que se instalou sobre algumas companhias locais e pela deterioração dos cenários macroeconômico, doméstico e internacional”, diz trecho de nota. Nos primeiros oito meses de 2014, as captações das empresas brasileiras no mercado externo totalizaram US$ 39,9 bilhões, ante US$ 7,5 bilhões de janeiro a agosto deste ano.

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