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Ata do Copom indica novos cortes dos juros, mas em ritmo menor

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve reduzir o ritmo de cortes na taxa básica, a Selic, e já antevê o fim do ciclo de redução dos juros. A indicação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada hoje.

No último dia 6, o Copom reduziu a Selic pela oitava vez seguida. Por unanimidade, o comitê fez mais um corte de 1 ponto percentual, de 9,25% ao ano para 8,25% ao ano.

“O Copom ressalta que as condições econômicas permitiram a manutenção do ritmo de flexibilização monetária nesta reunião. Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme o esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária”, diz o Copom. Acrescenta que “antevê encerramento gradual do ciclo”.

Mais um corte de 0,75 ponto pelo menos

Em resumo, o BC aponta que deve reduzir o ritmo de corte de 1 ponto percentual para 0,75 ponto em outubro, depois para 0,50 ponto em dezembro, e deixa em aberto a possibilidade de um corte final de 0,25 ponto caso as condições se mostrem adequadas, avalia a XP Investimentos. Já o UBS, segundo seu economista-chefe, Tony Volpon, espera um corte de 0,75 ponto e mais um de 0,25 apenas, com a Selic encerrando o ano em 7,25%. Ele admite, porém, que há riscos de que os cortes sejam maiores, dependendo da aprovação das reformas no Congresso e do cenário econômico local e internacional.

Expectativas para a inflação

Na ata, o comitê avalia que a queda nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais pode  produzir uma trajetória de inflação abaixo do esperado.  Por outro lado, acrescenta o Copom,  uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e dos ajustes necessários na economia brasileira pode elevar a trajetória.

O comitê lembra que a projeção do mercado para a inflação está em 3,4% este ano e em 4,2%, em 2018.

Reformas

“Todos os membros do comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da política monetária [decisões sobre a Selic] e para a redução da taxa de juros estrutural da economia, com amplos benefícios para a sociedade”, diz o documento.

O comitê destacou ainda  os recentes anúncios de privatização e concessões  e investimentos em infraestrutura que visam ao aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios. “Esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira”, enfatizou.

As informações são da Agência Brasil.

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