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Nova empresa do BB vai impulsionar valor da área de seguros, diz Barclays

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O Banco do Brasil (BB) comunicou ontem ao mercado a decisão de separar sua unidade de seguros, dando origem a uma nova companhia, chamada BB Seguridade. De acordo com o comunicado, o banco pretende também abrir o capital dessa empresa, já em 2013, listando-a no Novo Mercado, segmento especial de governança corporativa da bolsa brasileira.

Para o analista do banco de investimentos britânico Barclays Fabio Zagatti, se for concluída, a operação deve “liberar” o valor intrínseco do negócio de seguros do BB, mais rentável do que as operações de varejo do banco. O Barclays recomenda a compra das ações ordinárias (com voto) do BB e estabelece um preço justo de R$ 44, o qual deve ser atingido em 2013.

Antes de lançar o BB Seguridade, porém, o banco brasileiro deve revisar alguns pontos específicos nas operações atuais de seu braço no setor de seguros, na opinião dos analistas. Dentre eles, estão o uso dos canais de distribuição dos produtos e serviços, a atuação da força de vendas, além do gerenciamento de riscos e de despesas.

Em relatório, o Barclays afirma ainda que a criação da nova empresa deve levar outros bancos, como o Itaú Unibanco e o Bradesco, a considerar iniciativas semelhantes no futuro, “especialmente levando em consideração as implicações do acordo Basileia III”.

IPO

O analista do Barclays estima que os estudos envolvendo a reestruturação da área de seguros do BB estão em estágio avançado. “Os próximos passos devem ser esperados ainda no primeiro semestre de 2013”, diz o relatório. Portanto, a listagem da nova companhia no Novo Mercado deve ser concluída ano que vem, “se as condições de mercado forem favoráveis”.

Em relatório enviado a clientes, os analistas da corretora Ativa afirmam que o provável IPO da BB Seguridade deve ajudar o banco a se adaptar às exigências do acordo Basileia III, já que a operação permitirá um aumento de capital, se for bem sucedida.

Planos

O BB informou que, ao criar a BB Seguridade, pretende consolidar, sob uma única sociedade, “todas as atividades do banco nos ramos de seguros, capitalização, previdência complementar aberta e atividades afins, incluindo quaisquer expansões futuras dessas atividades, no Brasil ou no exterior”.

Ainda segundo o comunicado, a nova empresa deve “proporcionar ganhos de escala nessas operações, reduzir custos e despesas no segmento de seguridade e ampliar a atuação da BB Corretora de Seguros”, que passará a oferecer produtos de outras empresas nos segmentos em que o BB não possui acordos de exclusividade com empresas parceiras, dentro e fora dos canais de distribuição do BB.

Por volta das 15h45, as ações ordinárias (com direito a voto) do Banco do Brasil subiam 0,69%, negociadas a R$ 22,03. O Índice Bovespa tinha alta de 0,46%, aos 57,005 pontos.

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