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CVM tem seis processos contra a JBS; empresário tentou influir em nome de novo presidente

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A empresa JBS é objeto de seis processos administrativos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda que regula e fiscaliza o mercado de capitais.

Três desses processos foram abertos em uma semana, nos últimos dias 12, 17 e 18, para apurar notícias, fatos relevantes e comunicados envolvendo a companhia aberta. A CVM não informou o teor dos processos.

A JBS é alvo da Operação Lava Jato e de outras operações deflagradas pela Polícia Federal para investigar possíveis desvios, pagamentos de propina e fraudes na liberação de recursos públicos.

Benefícios no dólar

Também há indícios não confirmados de que a JBS teria se beneficiado da alta do dólar que ocorreu ontem horas depois da divulgação de gravação feita por um dos controladores da empresa, Joesley Batista, na qual, segundo ele, o presidente Michel Temer dá aval para pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha. Em pronunciamento, Temer negou as acusações, pediu investigação rápida e disse que não renunciará.

Indicação do presidente da CVM

Em outro trecho da gravação, o dono da JBS fala ao presidente sobre a sucessão do presidente da CVM, Leonardo Pereira, que deixará o cargo em julho deste ano. Joesley fala que conversou com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para trocar o diretor-geral da Receita e os presidentes do Cade e da CVM. “Agora está para trocar o presidente da CVM e é outro lugar fundamental”, disse o empresário a Temer, pedindo para que o presidente dê seu aval para ele falar com o ministro sobre as indicações.

Proteção financeira no dólar

A JBS já havia sido citada no ano passado, sob suspeita de ter sido beneficiada por leilões do BC quando o dólar passou a cair acentuadamente. A empresa possui uma mesa de câmbio e juros maior que a tesouraria de muitos bancos, já que possui grande parte de seu patrimônio no exterior e um volume muito grande de exportações. Joesley é conhecido no mercado também por gostar de operar no mercado financeiro.

Em nota, a JBS informou que gerencia de maneira minuciosa e diária sua exposição cambial e de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior).

“Tendo em vista a natureza de suas operações, a JBS tem como politica e prática a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações.”

Na nota, a empresa acrescenta que as movimentações no mercado de câmbio feitas nos últimos dias estão “alinhadas à sua política de gestão de riscos e proteção financeira”.

“Um exemplo do potencial impacto de oscilações na cotação do dólar é que, ao considerar a variação cambial na cotação do dólar de R$ 3,16 para R$ 3,40, como a ocorrida entre 31 de março [fechamento do primeiro trimestre] e 18 de maio, a companhia sofreria um prejuízo superior a R$ 1 bilhão”, argumenta a empresa.

Com informações da Agência Brasil.

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