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Seis dicas para saber se um esquema de vendas é pirâmide

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Secretaria Nacional do Consumidor divulgaram hoje um boletim sobre como distinguir uma pirâmide financeira de um sistema de vendas multinível. O trabalho explica como funciona o marketing multinível, no qual as pessoas vendem produtos e montam redes de representantes para ganhar mais. Ao mesmo tempo, dá dicas para quem não quer ser enganado com sistemas que imitam o marketing multinível, mas são na verdade, golpes financeiros. São seis as principais dicas mencionadas no estudo:

 

1 – Exigência de pagamento inicial de valores expressivos para a adesão, especialmente se comparado com o custo do produto e muitas vezes sem uma contrapartida real (por exemplo, kit de produtos para revenda, cursos ou vídeos de treinamento pagos, taxas de inscrição)

2 – O trabalho do “revendedor” não está claramente vinculado a um esforço real de vendas efetivas do produto. Pode até haver alguma atividade envolvida, mas ela faz pouco sentido para a venda, não tem um valor econômico ou poderia ser realizada de forma automática por programas de computador; é o caso de sites que prometem dinheiro a quem dá cliques no portal da empresa ou simplesmente compartilha mensagens.

3-  Há promessa de altos ganhos, normalmente em pouco tempo, mas sem que haja clareza quanto a um real esforço do participante com a venda de produtos

4-  Não há menção a eventuais riscos de perdas envolvidos na operação.

5-  O ganho vem mais da indicação de novos participantes do que da venda do produto em si.

6-  Esquemas piramidais normalmente escolhem produtos cuja produção é barata (podem ser apenas virtuais) e não possuem um valor relevante de mercado. Ou seja, é importante que os produtos vendidos sejam realmente demandados pelo mercado.

 

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