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UBS vê Ibovespa sem muito espaço para subir após rali e revisão de lucros

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De abril a junho deste ano, o Brasil e o México tiveram uma reversão acentuada nos lucros de suas empresas abertas, de -17% e -7% em relação ao ano anterior, respectivamente, segundo levantamento do UBS.

Os dados brasileiros vieram melhores do que o esperado, diferente da situação mexicana, destaca o banco. Ainda assim, o segundo trimestre reforçou a visão do banco suíço de baixa para as ações brasileiras e, especialmente, para as  mexicanas. A visão mais negativa para o futuro é reforçada pelo rali dos mercados acionários nos últimos meses, que levaram o Ibovespa a subir 36,85% neste ano até ontem.

A tendência agora é de estabilidade para o Brasil e queda para o México. Para o UBS, o mercado está exagerando a expectativa de alta dos lucros das empresas dos dois países no segundo semestre e devem ocorrer revisões para baixo nos próximos meses. As estimativas são de crescimento dos lucros de 40% até 2017.

Para os analistas Alan Alanis e Sambuddha Ray, o Brasil possui como vantagens sobre o México um cenário  macroeconômico potencialmente mais forte, um retorno em dividendos (dividend yield) mais atrativo, de 5% ao ano, ante 2% do mercado mexicano, e uma relação preço/lucro de suas ações melhor, de 13 vezes no Brasil para 17 vezes o lucro no México.

De acordo com relatório do banco, por aqui, essa revisão dos lucros para baixo está ocorrendo em quase todos os setores, mas três mostraram um destaque negativo maior: serviços públicos, indústria e petróleo. Para esses, o UBS recomenda distância. Como indicação de compra, a casa sugere setores defensivos, como consumo, com Ambev, Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e Sabesp.

Mesmo com o Índice Bovespa de volta às média pré-recessão, aos 59 mil pontos, e uma relação preço/lucro histórica de 12 vezes, o UBS acredita que os ganhos da bolsa brasileira precisam ser revisados para cima, além de seus níveis históricos, para que o índice continue subindo.

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