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Produção Industrial cresce 1,4% em janeiro e interrompe 34 meses de queda, diz IBGE

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Em janeiro de 2017, a produção industrial nacional caiu 0,1% em relação a dezembro (já com ajuste sazonal), após acumular expansão de 2,9% nos dois últimos meses de 2016, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No confronto com igual mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), o total da indústria apontou crescimento de 1,4% em janeiro de 2017, interrompendo 34 meses consecutivos de resultados negativos nesse tipo de comparação.

No acumulado em 12 meses, houve recuo de 5,4% em janeiro de 2017, mantendo a queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%).

12 dos 24 ramos pesquisados apontaram taxas negativas

Na passagem de dezembro de 2016 para janeiro de 2017, 12 dos 24 ramos pesquisados apontaram taxas negativas, com destaque para o recuo de 10,7% assinalado por veículos automotores, reboques e carrocerias, que interrompeu dois meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 18,7%.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,5%), de máquinas e equipamentos (-4,9%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,0%) e de produtos de borracha e de material plástico (-3,8%). Vale ressaltar que essas atividades mostraram taxas positivas em dezembro de 2016: 17,7%, 1,6%, 10,8% e 8,0%, respectivamente.

Destaques de alta

Entre os doze ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (21,6%), com o primeiro eliminando parte da queda de 5,6% acumulada nos dois últimos meses de 2016; e o segundo recuperando a perda de 19,4% verificada entre setembro e dezembro do ano passado.

Outros destaques positivos sobre o total nacional vieram de produtos alimentícios (1,2%), de bebidas (5,5%), de indústrias extrativas (1,1%), de metalurgia (1,8%), de produtos de minerais não-metálicos (2,6%), de celulose, papel e produtos de papel (2,3%) e de outros equipamentos de transporte (6,4%).

Bens duráveis e de capital têm queda mais forte

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (-7,3%) e bens de capital (-4,1%) mostraram as taxas negativas mais acentuadas em janeiro de 2017, com o primeiro eliminando parte do ganho de 12,0% acumulado nos dois últimos meses do ano passado; e o segundo intensificando o recuo de 3,8% registrado em dezembro de 2016.

Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (3,1%) e de bens intermediários (0,7%) assinalaram os resultados positivos nesse mês, com o primeiro avançando 7,4% em dois meses seguidos de crescimento na produção; e o segundo acumulando expansão de 3,2% nos últimos três meses.

Média Móvel trimestral sobe 0,9%

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou acréscimo de 0,9% no trimestre encerrado em janeiro de 2017 frente ao nível do mês anterior, acentuando o resultado positivo verificado em dezembro do ano passado (0,5%), quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em julho de 2016.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo semi e não-duráveis (2,1%) mostrou o avanço mais elevado nesse mês e intensificou a expansão de 0,7% registrada no mês anterior, quando interrompeu oito meses seguidos de recuo na produção. Os setores produtores de bens de consumo duráveis (1,2%) e de bens intermediários (1,0%) também assinalaram taxas positivas em janeiro de 2017, com o primeiro prosseguindo com a trajetória ascendente iniciada em outubro de 2016; e o segundo apontando o resultado positivo mais elevado desde agosto de 2012 (1,3%). Por outro lado, o segmento de bens de capital (-1,6%) mostrou a única queda nesse mês e permaneceu com o comportamento negativo presente desde setembro de 2016.

Produção industrial sobe 1,4% em relação a janeiro de 2016

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou crescimento de 1,4% em janeiro de 2017, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 47 dos 79 grupos e 52,8% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que janeiro de 2017 teve 22 dias úteis, dois a mais que janeiro de 2016 (20).

Minério de ferro e petróleo puxam alta

Entre as atividades, indústrias extrativas (12,5% de alta) exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada, em grande parte, pelos itens minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (5,2%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,0%), de celulose, papel e produtos de papel (6,9%), de produtos alimentícios (1,6%), de metalurgia (4,2%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (13,3%), de produtos têxteis (10,8%), de outros produtos químicos (2,2%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (5,0%).

Queda em combustíveis

Entre as dez atividades que apontaram redução na produção, a principal influência no total da indústria foi registrada por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,1%), pressionada, em grande parte, pelo item óleo diesel. Vale destacar também os resultados negativos vindos de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,6%), de máquinas e equipamentos (-4,9%), de produtos de metal (-6,2%) e de outros equipamentos de transporte (-9,4%).

Crescimento de bens de capital

Bens de capital (3,3%) e bens de consumo duráveis (3,2%) assinalaram os avanços mais acentuados entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (2,1%) e de bens intermediários (0,8%) também mostraram taxas positivas no índice mensal desse mês, com o primeiro registrando expansão acima da magnitude observada na média nacional (1,4%); e o segundo apontando o crescimento mais moderado entre as grandes categorias econômicas.

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