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Inflação dos pobres, INPC sobe 0,14% em dezembro e 6,58% no ano

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, apresentou variação de 0,14% em dezembro e ficou 0,07 ponto percentual acima da taxa de 0,07% de novembro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o acumulado no ano foi para 6,58%, bem menos do que os 11,28% registrados em 2015. Em dezembro de 2015 o INPC foi de 0,90%. O índice ficou abaixo da variação de dezembro do IPCA, que mede a inflação para famílias com renda até 40 mínimos, de 0,30%, mas no acumulado do ano ficou acima dos 6,29% acumulados pelo indicador oficial do Banco Central (BC).

Os produtos alimentícios variaram 0,05% em dezembro, depois de recuarem 0,31% em novembro. Já os não alimentícios (0,18%) subiram menos do que em novembro (0,25%).

O INPC regional mais elevado foi o de Brasília (0,87%), onde os alimentos subiram 0,70%, bem acima do índice nacional (0,05%). Os itens aluguel residencial (1,90%) e passagem aérea (21,30%) também contribuíram para o resultado do mês. O menor índice foi da região metropolitana de Curitiba (-0,15%).

 

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2015 2016 2015 2016
Índice Geral
11,28
6,58
11,28
6,58
Alimentação e Bebidas
12,36
9,15
3,77
2,81
Habitação
18,22
2,76
3,10
0,50
Artigos de Residência
5,30
3,29
0,29
0,16
Vestuário
4,10
3,67
0,33
0,27
Transportes
11,77
6,02
1,82
0,93
Saúde e Cuidados Pessoais
8,75
10,63
0,85
1,01
Despesas Pessoais
10,44
8,22
0,77
0,60
Educação
9,02
8,94
0,27
0,26
Comunicação
2,29
1,12
0,08
0,04

Fonte: IBGE

Pressão no ano veio mais dos alimentos

O INPC fechou 2016 em 6,58%, abaixo dos 11,28% de 2015 em 4,70 ponto percentual. Os alimentos tiveram variação de 9,15%, enquanto os não alimentícios variaram 5,44%. Em 2015 os alimentos haviam subido 12,36% e os não alimentícios, 10,80% (tabela abaixo):

Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
2015 2016 2015 2016
Índice Geral
11,28
6,58
11,28
6,58
Alimentação e Bebidas
12,36
9,15
3,77
2,81
Habitação
18,22
2,76
3,10
0,50
Artigos de Residência
5,30
3,29
0,29
0,16
Vestuário
4,10
3,67
0,33
0,27
Transportes
11,77
6,02
1,82
0,93
Saúde e Cuidados Pessoais
8,75
10,63
0,85
1,01
Despesas Pessoais
10,44
8,22
0,77
0,60
Educação
9,02
8,94
0,27
0,26
Comunicação
2,29
1,12
0,08
0,04

 

Fortaleza lidera altas e Curitiba tem menor inflação

A região metropolitana de Fortaleza (8,61%) acumulou a maior alta, refletindo a elevação no grupo Alimentação e Bebidas (12,31%), com destaque para os alimentos consumidos em casa (13,74%), que superaram a alta dos alimentos consumidos fora de casa (7,42%).

Já o índice mais baixo foi o da região metropolitana de Curitiba (4,21%), onde as contas de energia elétrica ficaram 22,35% mais baratas. Curitiba havia tido a variação mais elevada de 2015 (13,81%), com o impacto do reajuste de 50% nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre vários itens. Os índices, por região pesquisada, são apresentados na tabela a seguir.

Região
Peso
Regional (%)
Variação anual (%)
2015
2016
Fortaleza
6,61
11,45
8,61
Recife
7,17
10,39
7,74
Salvador
10,67
9,96
7,40
Campo Grande
1,64
10,45
7,16
Porto Alegre
7,38
11,74
6,90
Belém
7,03
9,86
6,87
Belo Horizonte
10,60
9,71
6,49
São Paulo
24,24
12,02
6,48
Rio de Janeiro
9,51
11,86
6,23
Vitória
1,83
9,50
5,54
Goiânia
4,15
12,19
5,36
Brasília
1,88
11,47
5,16
Curitiba
7,29
13,81
4,21
Brasil
100,00
11,28
6,58

Fonte: IBGE

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