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IGP-M cai 0,99% na segunda prévia de abril com recuo de 1,60% nos preços no atacado

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Se depender da inflação, os juros básicos, hoje de 11,25%, podem cair muito mais que 1 ponto percentual este mês. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de abril, variação de -0,99%, divulgou hoje a Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,08%. O segundo decêndio do IGP-M compreende os dias 21 do mês anterior até 10 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de -1,60% na segunda prévia de abril. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -0,08%. A maior pressão para baixo veio do índice referente a Matérias-Primas Brutas, que registrou variação de -4,62%. No mês anterior, a taxa foi de 0,28%.

Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: minério de ferro (5,92% para -3,83%), soja (em grão) (-4,19% para -8,60%) e milho (em grão) (-3,92% para -13,22%). Em sentido oposto, destacam-se: cacau (-10,86% para 6,06%), trigo (em grão) (-1,77% para 0,49%) e pedra calcária (0,00% para 4,05%).

A taxa de variação dos Bens Finais segurou um pouco a queda do índice no atacado. Ela passou de -0,22% para 0,27%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -3,98% para 0,12%.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de -0,27%, em março, para -0,74%, em abril. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,21% para -0,67%.

Preços ao consumidor estáveis

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,30%, no segundo decêndio de abril, ante 0,32%, no mesmo período do mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (0,45% para -0,34%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item gasolina, cuja taxa passou de -0,19% para -1,94%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,64% para 0,21%), Vestuário (0,41% para -0,50%) e Despesas Diversas (0,67% para 0,43%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: tarifa de eletricidade residencial (2,88% para -0,48%), roupas (0,29% para -0,51%) e cigarros (1,03% para 0,31%), respectivamente.

Hortaliças em alta

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variaçãoos grupos: Alimentação (0,16% para 0,78%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para 0,86%), Educação, Leitura e Recreação (-0,40% para 0,25%) e Comunicação (-0,55% para -0,19%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (0,75% para 10,96%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,19% para 1,39%), passagem aérea (-21,64% para 8,82%) e tarifa de telefone residencial (-2,17% para -1,03%), respectivamente.

Construção em baixa

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou variação de -0,09%. No mês anterior, a taxa da segunda prévia foi de 0,52%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,19%, abaixo do resultado de março, de 0,21%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, este índice variou 0,79%.

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