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IGP-M cai 0,89% na 1ª prévia de maio e reforça inflação em baixa

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O IGP-M caiu 0,89% na primeira prévia do mês de maio, ante -0,74% em igual medição de abril. O resultado ficou abaixo da projeção mediana do mercado, de -0,58%, segundo a Bloomberg, em boa parte pela queda além do esperado dos preços no atacado (IPA). A variação do IPA na primeira prévia deste mês ficou em 1,37%, ante 1,21% no mesmo período de abril.

Atacado industrial puxa IPA

O IPA agropecuário foi superior ao observado na medição de abril, tendo sido o IPA industrial o principal responsável pelo novo recuo no mês, segundo a MCM Consultores. A atenuação da queda no campo foi puxada por soja (0,74% ante -6,53%), milho (-5,08% ante -11,04%), mandioca (-8,84% ante -13,74%) e bovinos (0,26% ante -1,41%).

Puxaram para baixo o leite (0,13% ante 3,77%),  o tomate (-15,53% ante 29,29%) e batata (1,99% ante 18,19%).

Já a queda no segmento industrial teve como destaque o minério de ferro (-14,37% ante -1,60%), que mais do que compensou os avanços de combustíveis (0,45% ante -0,48%) e medicamentos (3,42% ante 0%) e a menor retração de produtos alimentícios (-0,67% ante -2,06%).

Os preços ao consumidor também cederam, fechando a primeira prévia em 0,03%, ante 0,30% no mesmo período de abril. O IPC-M desacelerou sob influência do desconto nas contas de energia elétrica (-2,35% ante 3,02%) de abril determinado pela Aneel tendo em vista ressarcir o consumidor pelas cobranças indevidas de recursos para Angra III.

Houve também a ajuda do tomate (-17,13% ante 30,22%), passagem aérea (-14,33% ante 9,66%), condomínio (-0,55% ante 1,59%), artigos de higiene (-0,51% ante 1,56%), alimentação fora (0,21% ante 0,65%) e frutas (-4,24% ante -1,22%).

Puxaram o índice para cima medicamentos (3,7% ante -0,19%), serviços de comunicação (0,87% ante -0,25%), vestuário (0,34% ante -0,4%) e queda menos intensa de combustíveis (-1,51% ante -2,69%).

Preços na Construção

Por fim, o INCC-M seguiu com deflação de materiais, equipamentos e serviços e sem pressões de mão de obra. O índice recuou 0,06% na primeira prévia de maio, ante 0,14% no mesmo período de abril. A queda, no entanto, deve ser impactada ao longo de maio por acordos cujas negociações ainda estão em aberto ou que tem esse mês como data-base, sendo Salvador e São Paulo os mais prováveis, alerta a MCM.

Para maio, com base no novo conjunto de informações, a consultoria ajustou para baixo as projeções para as próximas divulgações. A expressiva retração do minério de ferro no mercado internacional continuará repercutindo no IPA Industrial.

Já as coletas de preços agropecuários passaram a sinalizar reversão da trajetória baixista, com as menores quedas de grãos e carnes, tendo como contraponto o arrefecimento das altas de batata e tomate.

No varejo, os IPCs voltarão a acelerar ao longo do mês em vista da retirada do desconto relativo à Angra III das tarifas de energia elétrica. O reajuste de medicamentos e menor queda de combustíveis ainda irão influenciar para cima os indicadores.

Nos INCCs, a MCM considera apenas a influência do reajuste salarial em Salvador e São Paulo, localidades com maior chance de efetivar os acordos neste mês. Desta forma, os IGPs deverão permanecer ainda em terreno deflacionário em maio, com o IGP-10 caindo 1,05%, o IGP-M, 0,56% e o IGP-DI, 0,15% estima a consultoria.

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