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CVM quer saber como as FinTechs e seus robôs mexem com o mercado de capitais

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O crescimento das FinTechs, empresas de tecnologia que oferecem novos serviços no mercado financeiro, levou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a lançar uma pesquisa para analisar o impacto que elas terão no mercado de capitais. Segundo a CVM, a pesquisa pretende “fotografar o estágio atual de desenvolvimento das tecnologias financeiras” no mercado de capitais brasileiro, fornecendo informações não só para o regulador, como também para o mercado, diz o superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores, José Alexandre Vasco. Os resultados serão depois divulgados para o mercado.

A iniciativa da CVM acompanha o forte crescimento das FinTechs no mercado mundial e no brasileiro, e que, com o uso de tecnologias e da internet, estão revolucionando os serviços de bancos, corretoras, gestoras de investimentos e consultorias. Recentemente, a CVM regulamentou as ofertas públicas via internet, o equity crowdfunding, que permite às companhias captar recursos do público via internet por meio de plataformas especializadas. Outros serviços, como crédito e seguros, também estão passando por grandes mudanças com a entrada em operação de FinTechs especializadas.

Para acompanha esse crescimento, a CVM criou um Fintech Hub, um núcleo de estudos reunindo várias áreas da autarquia que podem ter suas rotinas alteradas pelas novas tecnologias. O Núcleo de Inovação em Tecnologias Financeiras surgiu em junho deste ano, e busca também monitorar o desenvolvimento de novas tecnologias e atender às demandas das empresas desenvolvedoras, em geral pequenas companhias iniciantes, as chamadas startups. Dessa forma, a CVM deve criar canais de orientação mais adequados para atender esses empreendedores e acompanhar as mudanças, criando também ações educacionais e de orientação.

“Novas tecnologias financeiras que equilibrem ganhos de eficiência com a proteção do investidor e a integridade do mercado de capital devem ser apoiadas e encorajadas”, diz Vasco. A ideia é esclarecer dúvidas e orientar os desenvolvedores dessas tecnologias sobre as características e regras do mercado de capitais brasileiro. A ideia é lançar novas iniciativas educacionais até o fim do ano voltadas para as FinTechs, diz Vasco.

 

 

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