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Com R$ 7,3 bi em dividendos, FGTS renderá 7,14% este ano, primeiro ganho real em 11 anos

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O governo e a Caixa Econômica Federal divulgaram nesta quinta-feira como funcionará a distribuição de resultados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), prevista na Lei 13.446/2017 para os trabalhadores. Com o lucro líquido de R$ 14,55 bilhões do Fundo no ano passado, serão creditados R$ 7,28 bilhões a 88 milhões de trabalhadores até o dia 31 de agosto.

O índice de rentabilidade dos 245,7 milhões de contas contempladas pela Lei alcançará 7,14%  ao ano, incluindo os juros de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR) que, juntas resultariam em 5,11% no ano. Será o primeiro ganho real dos trabalhadores em 11 anos, observa a Caixa. Desde 2006, o índice de atualização do FGTS não fechava acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ou seja, há 11 anos o trabalhador vem perdendo poder de compra em sua conta do FGTS. Abaixo, o cálculo do rendimento, passo a passo:

Conforme a Lei 13.446/2017, o percentual de distribuição de resultados do FGTS é de 50% do lucro líquido do exercício anterior. A Lei estabelece que os valores creditados nas contas dos trabalhadores sejam proporcionais ao saldo da conta vinculada apurada no dia 31 de dezembro do ano anterior. O resultado distribuído não integrará o saldo da base de cálculo do depósito da multa rescisória, medida que preserva também o empregador.

Para o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, a melhoria da rentabilidade do Fundo faz parte de uma série de medidas que visam beneficiar os trabalhadores brasileiros. “Com a adoção desse modelo de reajuste todos saem ganhando”, afirma. O trabalhador terá direito a um melhor rendimento do FGTS, que permanece com sua capacidade de investimento em obras que são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil.

Com a distribuição de resultados equivalente a 1,93%, a rentabilidade das contas do Fundo, nesse ano, sairá de 5,11% a.a. (3% a.a. + TR) para 7,14% a.a. O cálculo do índice de distribuição do Fundo foi feito com base em 50% do lucro líquido do exercício anterior (R$ 7,28 bilhões) dividido pelo saldo total das 245,7 milhões de contas (R$ 375 bilhões).

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