Arena Especial, Banco Central

Brasileiro gasta 16,5% menos no exterior em 2016; déficit externo cai 60% e é o menor desde 2007

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As contas externas brasileiras registraram significativa melhora no ano passado. O saldo de transações correntes, que representa o comércio (exportações e importações) e os gastos com serviços fechou 2016 negativo em US$ 23,5 bilhões, 60,1% abaixo dos US$ 58,9 bilhões do ano anterior. É o menor déficit desde 2007. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o déficit caiu de 3,28% para 1,3%. Grande parte desse ajuste foi provocado pela recessão, que reduziu o consumo e as importações, bem como pela alta do dólar, que atingiu diretamente os gastos de brasileiros em suas viagens ao exterior. Já o investimento direto estrangeiro, destinado à atividade real, somou US$ 78,9 bilhões, ou 4,36% do PIB, o maior desde 2014, segundo a Rosenberg Associados.

Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central (BC). Os gastos de turistas brasileiros no exterior caíram 16,5% em 2016 na comparação com 2015. A redução foi US$ 17,357 bilhões para US$ 14,497 bilhões.

Bye-Bye Miami

As receitas com viagens de estrangeiros ao Brasil, por sua vez, aumentaram de US$ 5,844 bilhões em 2015 para US$ 6 bilhões em 2016, um crescimento de 3%. A alta ocorreu no ano em que o Rio de Janeiro sediou as Olimpíadas, atraindo turistas de várias partes do mundo.

No mês de dezembro, em que parte da população tira férias, os gastos de brasileiros com viagens internacionais aumentaram em relação ao mesmo período de 2015. A elevação foi R$ 1,245 bilhão para R$ 1,392 bilhão, o equivalente a 11,8%.

Os gastos de turistas estrangeiros no país passaram de US$ 592 milhões, em dezembro de 2015, para US$ 451 milhões em igual mês de 2016. Houve queda, portanto, de 23,8%.

A conta de viagens internacionais encerrou o ano passado com déficit, negativa em US$ 8,473 bilhões. No mês de dezembro, a conta teve déficit de US$ 941 milhões.

A conta de viagens internacionais é parte das transações correntes, ou seja, das trocas comerciais de produtos e serviços do Brasil com o resto do mundo.

Déficit externo de dezembro

O resultado de dezembro das transações correntes foi déficit de US$ 5,9 bilhões ante déficit de US$ 2,4 bilhões em dezembro de 2015. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Banco Central (BC).

A conta de serviços, que inclui viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos e seguros ficou negativa em US$ 30,4 bilhões no acumulado do ano passado e em US$ 3,4 bilhões no mês de dezembro . O saldo da balança comercial, por sua vez, ficou positivo em US$ 45 bilhões em 2016.

Contribuiu também para o déficit anual a conta financeira, que inclui o investimento no exterior e investimento direto no país. Houve saldo negativo de US$ 16,2 bilhões em 2016. Em dezembro também houve déficit, de US$ 5,75 bilhões.

Investimento direto de US$ 78,9 bi em 2016

No ano de 2016, os investimentos diretos no exterior somaram ingressos líquidos de US$ 7,75 bilhões ante US$ 13,5 bilhões em 2015. Já os investimentos diretos no país tiveram ingressos líquidos de US$ 78,9 bilhões no ano passado. Em 2015, os ingressos totalizaram US$ 74,48 bilhões.

As informações são da Agência Brasil.

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