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Artigo: baixa velocidade e fraudes são desafios para as Fintechs no Brasil

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As Fintechs, empresas que oferecem serviços financeiros baseados em tecnologia e na internet, não são novidade no Brasil: o movimento começou a ganhar força no país há dois anos e não para de crescer.

O amadurecimento do ecossistema de inovação e investimento nos últimos anos, que agora sustenta a chegada de startups do sistema financeiro, ajuda no desenvolvimento de novas empresas no setor. Além disso, a própria regulamentação de meios de pagamento pelo Banco Central em 2013 facilitou a realização de transações via celular e serviços como cartões pré-pago, com menos burocracia e sem intermediários.

De acordo com a empresa de pesquisa Venture Scanner, existem mais de 1.400 Fintechs no mundo – todas inauguradas nos últimos seis anos – e que só no ano passado captaram US$ 29 bilhões com fundos de investimentos. Outro atestado do crescimento do setor é sua popularidade entre pessoas mais jovens. Uma pesquisa do banco Goldman Sachs com pessoas da geração Y – jovens nascidos a partir da década de 1980 – indica que metade das pessoas nesta faixa etária espera que seus serviços financeiros no futuro sejam prestados por startups.

Assim, estas empresas nascem caracterizadas pela agilidade e por um relacionamento dinâmico e interativo com seus clientes, em que os serviços e produtos são desenvolvidos a partir de um olhar atento às necessidades específicas do usuário e nas formas como a tecnologia pode ser usada para atendê-las.

Nesse cenário, há alguns pilares fundamentais que garantem a satisfação do usuário com uma experiência online: a segurança das informações, a disponibilidade e a velocidade do site ou aplicativo.

O ambiente da internet no Brasil pode ser hostil. Segundo estudo da Akamai Technologies, nossa velocidade média de acesso é a 95ª no ranking mundial, com 4.5 mbps, abaixo da média global de 6.3 mbps. Além disso, o número de fraudes na internet vem crescendo no Brasil: dados do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert) indicam que de 2013 para 2014 houve crescimento de 500% das fraudes virtuais, com 467.621 registros.

Os grandes bancos costumam ter equipes inteiras dedicadas a monitorar ativamente a segurança das suas transações, mas uma fintech geralmente vai ter que se apoiar em serviços externos, o que torna a missão dos parceiros de tecnologia ainda mais importante. No campo da performance, a boa notícia é que as plataformas de aceleração de conteúdo, como a da Akamai, estão cada vez mais acessíveis para empresas de qualquer tamanho.

Unindo propostas de valor inovadoras com qualidade na entrega do serviço ponta-a-ponta, as fintechs têm tudo para revolucionar o mercado financeiro do Brasil e do mundo nos próximos anos.

Vinicius Agostini é diretor de Marketing da Exceda, líder na América Latina em soluções de segurança e web performance. E-mail: marketing@exceda.com. As informações são de responsabilidade exclusiva do autor. O Blog Arena do Pavini não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base nas informações publicadas.

 

 

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