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Café na Arena: dificuldade em abrir nova bolsa prejudica mercado brasileiro, diz presidente da ATG

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A demora na entrada em operação de uma nova bolsa de valores no Brasil afeta a coletividade do mercado, como corretoras, investidores e pessoas físicas, que não têm acesso a uma alternativa de liquidez e de competição de serviços. A avaliação é do empresário Arthur Pinheiro Machado, sócio e presidente da Americas Trading Group (ATG), empresa que está montando uma nova bolsa de valores no Brasil. A ATG entrou com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a BM&FBovespa, alegando que a empresa está dificultando a montagem da nova bolsa ao adotar práticas monopolistas.

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Em entrevista ao Café na Arena, Machado afirma que faz muito sentido criar uma bolsa de valores, não só para a ATG, mas também para a economia do país. O mercado brasileiro de capitais, diz, é muito pequeno em relação ao tamanho da economia do país e, ao mesmo tempo, muito concentrado e caro.  Segundo ele, dez ações concentram 60% do volume negociado na bolsa de valores e cinco contratos futuros respondem por 95% do mercado de derivativos. Além de concentrado, seu custo é 27 vezes maior que o do mercado americano e europeu.

Esse ambiente cria o que Machado chama de “oportunidade incrível” de negócio e, por isso, a brasileira ATG se associou à Bolsa de Nova York (Nyse) para montar a Americas Trading System Brasil (ATS Brasil) e criar uma bolsa de ações no Brasil. O processo começou em 2013 e já conta com a maioria dos passos tecnológicos, além de equipe e a assinatura de um pré-protocolo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que ficou sujeito à solução da questão da clearing, empresa que faz a liquidação das operações.

Foi aí que o projeto começou a encontrar dificuldades, explica o empresário. Na entrevista, ele detalha as negociações frustradas com a BM&FBovespa que levaram a ATG a criar também um projeto de clearing própria e, finalmente, o impasse em torno da depositária (sistema de registro de títulos), que culminou com o recurso ao Cade.

Para Machado, a atitude da BM&FBovespa de não liberar os serviços de depositária para a empresa de clearing da ATG, a ACS, representa um descumprimento da Instrução 541 da CVM. Ele também teme a questão da definição dos preços pelo serviço, que pode repetir o caso da clearing, com a cobrança de um valor mais alto pelo serviço, inviabilizando a concorrência não só da ATG, como de qualquer outra empresa que tente abrir uma bolsa no Brasil.

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Na segunda parte da entrevista, Arthur Pinheiro Machado fala sobre a fusão da BM&FBovespa com a Cetip e o risco de o processo aumentar o custo das operações no mercado.

A ATG patrocina o blog Arena do Pavini.

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