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Vale aumenta para 16% peso no Índice de Carbono Eficiente, referencial do ECOO11

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A BM&FBovespa divulgou a nova carteira do Índice de Carbono Eficiente (ICO2), que reúne empresas que divulgam suas emissões de carbono. São 36 empresas que também participam do Índice Brasil 50, referência do fundo com cotas negociadas em bolsa PIBB, primeiro ETF brasileiro, lançado pelo BNDES em 2006 em parceria com o Itaú.

O ICO2 é o referencial de outro ETF, o iShares ECOO11, também do BNDES, lançado em junho do ano passado em oferta pública. Vendida a R$ 49,00 na oferta, a cota do ECOO11 custa hoje R$ 57,45, um ganho de 17,25% em menos de um ano. O fundo tem cerca de 11 mil cotistas, R$ 334 milhões de patrimônio e é administrado pela BlackRock.

A nova carteira do ICO2 é composta em sua maioria por empresas de serviços, como bancos, varejistas e empresas de telefonia. A ponderação da carteira leva em conta as emissões de gases efeito estufa (GEE, na sigla em inglês) e a quantidade de ações  em circulação no mercado (free float) das empresas. A emissão é recalculada a cada ano e o free float a cada quatro meses.

O destaque da nova carteira é o aumento do peso da Vale do Rio Doce no índice. Somando as ações ordinárias (ON, com voto), com 6,62%, e as preferenciais (PN, sem voto), com 9,54%, a mineradora passou a ter 16,16% do ICO2, em grande parte pela forte presença em bolsa. Antes, seu peso era de 12,88%. O peso das ações da Vale no ICO2 é maior do que no Índice Bovespa, de 11,8%, e no próprio IBrX-50, de 15,23%.

Isso torno o índice mais sujeito aos impactos do cenário externo, já que a Vale é grande exportadora de minério para a China.

Individualmente, a maior participação no ICO2 é da ação PN do Itaú Unibanco, com 12,82%, seguida da PN do Bradesco, com 11,47%. AmBev PN tem 10,25% .

Fazem parte da carteira ALL, AmBev, BM&FBovespa, BR Malls, Bradesco, Bradespar, Banco do Brasil, Braskem, BRF Foods, CCR, Cemig, Cielo, Cosan, Eletropaulo, Fibria, Gol, Itaúsa, Itaú Unibanco, JBS, Klabin, Lojas Americanas, Lojas Renner, Marfrig, MMX, MRV, Natura, OGX Petróleo, Oi, PGD Realty, Santander, Souza Cruz, Suzano Papel, Telefônica, TIM e Vale do Rio Doce.

Para compor a atual carteira, segundo a bolsa, “todos os dados de emissão foram harmonizados pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), utilizando-se as diretrizes do ICO2”.

Essas diretrizes, informa a Bovespa, “tornam obrigatória para as empresas a apresentação de inventário de GEE contemplando emissões referentes ao escopo 1 (emissões diretas do processo produtivo), escopo 2 (emissões indiretas relativas ao consumo de energia) e escopo 3 (emissões indiretas relativas à logística terrestre e a viagens aéreas de negócios).

 

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