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Termina hoje prazo para reservar CRA da Ipiranga/Ultra; papel isento deve atrair investidores

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Termina hoje o prazo para comprar Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) emitidos pela Petróleo Ipiranga, do Grupo Ultra. Os papéis, como todos os CRAs, são destinados apenas a investidores qualificados, com mais de R$ 1 milhão em investimentos, o que limita um pouco o acesso das pessoas físicas de varejo. Mas eles têm a vantagem da isenção de imposto de renda sobre os ganhos.

A empresa vai oferecer duas opções de papéis. Uma, corrigida pelo juro privado diário, o CDI, terá prazo de cinco anos e rendimento semestral, com remuneração máxima equivalente a 97,5% do indexador. Ou seja, o investidor terá de pedir um pouco menos que esses 97,5% do CDI para levar o papel.

Outra série vai ser corrigida pelo IPCA mais juros iguais aos dos papéis do Tesouro, as NTN-B, com prazo de 7 anos e pagamento anual da remuneração. O teto do rendimento será o juro da NTN-B menos 0,10%, ou seja, o investidor terá de oferecer um desconto acima desses 0,10% para levar o papel.

A vantagem desse CRA é que o Grupo Ultra, responsável final pelo pagamento do papel, tem excelente qualidade de crédito. Isso é importante, uma vez que o CRA  não é garantido pelo governo ou pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ele tem por trás as garantias dos recebíveis, valores a receber de empresas do agronegócio, mas a garantia final é do emisso, ou seja, o Grupo Ultra, dono da Ipiranga, segunda maior distribuidora de combustíveis do país, da Ultragaz, maior distribuidora de gás de cozinha GLP, da Oxiteno, da Ultracargo e da Extrafarma.  A Moody’s classificou a emissão em AAA, nota máxima de crédito para uma empresa.

Para o consultor Fernando Meibak, da Sunrise Investments, as duas opções são boas para o investidor pessoa física, especialmente a indexada à inflação. A mais longa, com IPCA, pode garantir ganhos razoáveis mesmo com uma taxa de menos 0,50% que a NTN-B de prazo semelhante. Já a de CDI é uma alternativa mesmo com juros de 0,96% do indexador. “Acho que vai ter boa demanda, pela alta qualidade do crédito do grupo”, disse.

A oferta será de R$ 750 milhões e será liquidada em 12 de maio.

 

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