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Termina dia 18 prazo para devolver ao BNDES o ETF de Carbono Eficiente

Ações na Arena

Termina dia 18 o prazo para os investidores que compraram cotas do ETF (exchange traded fund, fundo com cotas negociadas em bolsa) do Índice de Carbono Eficiente (ICO2), e estão descontentes com a operação, devolverem os papéis para o BNDES. As cotas foram vendidas no ano passado pelo banco federal com a opção de recompra após um ano para valores até R$ 25 mil.

A recompra será feita pelo mesmo preço da venda, R$ 49,00. Hoje, o ETF de carbono eficiente, conhecido pelo código ECOO11, está cotado na bolsa perto desse valor, a R$ 48,50.

A devolução do dinheiro de quem aderir à recompra ocorrerá no dia 30 de julho. Mas só valerá a pena revender os papéis se o preço de mercado estiver muito abaixo do de compra. Nesse caso, teria lógica revender o papel ao BNDES por R$ 49 e comprar os ETFs novamente no mercado, por um preço  mais baixo.

Mas como entre a adesão à oferta e a liquidação há um prazo de 12 dias, há o risco de o preço voltar a subir e o especulador ficar no prejuízo.

Assim, a menos que o ETF caia muito mais, a opção de revenda para o BNDES fará sentido para quem quiser realmente sair do mercado. E, se fizer isso, deve ter consciência que está tomando a decisão em um dos momentos de maior pessimismo do mercado dos últimos anos, justamente quando os analistas falam que é o momento de aproveitar a baixa para diversificar com ações.

Quem vender os ETFs de volta ao BNDES receberá o valor da aplicação, menos custos, e terá, portanto, perdido o ganho que poderia ter obtido se tivesse colocado o dinheiro em renda fixa.

O ETF ECOO11 é um fundo que reproduz o Índice de Carbono Eficiente da BM&FBovespa. Ele reúne 37 ações de empresas que se comprometeram a divulgar seus índices de eficiência de carbono. O fundo é gerido pela BlackRock. As cotas são compradas e vendidas em bolsa como ações, que variam de acordo com o ICO2.

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