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Procura por dólar cresce 30% após queda de preços, diz especialista

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A procura por dólar cresceu 30% da semana passada para cá, em virtude da queda das cotações, que se aproximam de R$ 3,00 e estão nos menores níveis desde maio de 2015, estima Alexandre Fialho, diretor da Distribuidora de Câmbio e Turismo Cotação. Ontem, a moeda americana fechou vendida no mercado comercial a R$ 3,066, menor cotação desde maio de 2015. “A procura no varejo aumentou neste período de queda, tanto em papel moeda quanto cartão pré pago”, diz. Tanto pessoas que já tem viagem marcada quanto as que não tem estão antecipando a compra.

Segundo Fialho, os clientes sempre querem saber se o dólar vai cair mais para tentar pegar o menor preço. “Mas orientamos que pensem em fazer a compra parcelada, tanto nas fases de alta quanto de baixa do dólar”, diz. Se alguém vai comprar US$ 3 mil para viajar daqui a três semanas, por exemplo, a recomendação é comprar US$ 1 mil por semana e reduzir a angustia de não pegar a pior taxa.

A procura, diz, aumentou em todos os canais de venda da distribuidora, incluindo o site, o aplicativo e nas lojas. Em geral, 70% das vendas é em papel moeda e 30% em cartão. “O pré-pago é muito procurado por empresas para viagens de executivos e no segmento de viagens, intercâmbio principalmente, porque o pai pode acompanhar os gastos do filho no exterior e recarregar daqui”, explica Fialho. O controle e a segurança compensam a diferença do IOF de 6% cobrada no cartão em relação ao dinheiro, diz.

Para o executivo, a queda do dólar representa a melhora do cenário interno na politica, com maior probabilidade de aprovação das reformas, e a previsão de entrada forte de recursos, pelo juro local ainda alto. “A segunda repatriação aprovada ontem na Câmara deve ajudar a trazer mais dinheiro”, diz.

Ele diz ainda que a maior procura atual reflete as pessoas que já tinham se programado para viajar e aproveitam para comprar. Mas a demanda depende mais de uma melhora na perspectiva dos brasileiros. “O peso forte na procura de moeda estrangeira nas moedas, não é só volatilidade, a queda forte até atrapalha”, diz. “O que interfere mais é o cenário, a economia, a estabilidade no emprego e na renda, que permitem às pessoas planejar uma viagem ao exterior”, diz.

 

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