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PF prende Wesley Batista, da JBS, por uso de informação privilegiada no mercado

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A Polícia Federal prendeu o presidente executivo da J&F, controladora da JBS, e um dos donos do grupo, Wesley Batista, hoje pela manhã, por ordem da Justiça Federal de São Paulo. A prisão foi provocada por denúncias de uso de informação privilegiada para lugar no mercado financeiro. Segundo jornais e canais de notícias, Wesley é acusado de se aproveitar das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer reveladas por seu irmão, Joesley, que gravou sem autorização uma conversa do o presidente, para lucrar no mercado. As denúncias, em 17 de maio, provocaram forte queda da bolsa e a disparada do dólar.

Wesley é hoje o principal executivo do grupo e vinha sendo alvo de tentativas do BNDES e de outros minoritários para afasta-lo do comando do grupo.

Joesley, que já está preso em Brasília por conta das gravações que havia ocultado da Procuradoria Geral da República, também teve sua prisão preventiva pedida pela Justiça Federal de São Paulo. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a tesouraria da JBS teria comprado R$ 55 milhões em ações da empresa, enquanto a FB Participações, controladora da JBS, e o Banco Original venderam um valor muito maior, de R$ 155 milhões, evitando assim a perda com a queda dos preços no mercado. As prisões de hoje fazem parte da investigação denominada Operação Tendão de Aquiles.

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