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Pátria vê espaço para mais duas ofertas do setor de saúde este ano

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O Pátria Investimentos, um dos maiores gestores de private equity do país, vê espaço para mais duas aberturas de capital ainda este ano. A gestora fez hoje a abertura de capital de uma de suas empresas investidas, a Alliar Médicos à Frente, a primeira operação do tipo na bolsa em 16 meses. “Vai depender do mercado, mas temos mais duas ou três empresas que poderiam abrir capital, também no ramo de saúde”, diz Alexandre Saigh, sócio e um dos fundadores do Pátria, além de responsável pela área de private equity. Ele comemorou o início das negociações da Alliar e a retomada do mercado de IPO, que teve dois terços das ações compradas por estrangeiros.

Segundo ele, há expectativa ainda de outros negócios, como na área de infraestrutura, onde o Pátria também tem forte atuação, especialmente no setor elétrico. “Há potencial de uma abertura do setor elétrico, mas essa deve demorar um pouco mais” disse. “O potencial de ofertas do mercado é grande, falam em 70 operações represadas nos últimos anos”, diz. “Mas tudo vai depender do cenário e da empresa”, explica.

O Pátria tem hoje 19 empresas investidas em seu portfolio de private equity, metade delas do setor de saúde. Essa concentração se explica pela experiência da gestora, que estruturou a Diagnósticos da América (Dasa) e depois levou a empresa ao mercado em 2004. Foi a primeira empresa do setor de saúde a negociar ações no mercado brasileiro.

Além da participação em empresas no private equity, o Pátria tem uma carteira voltada para a infraestrutura, com investimentos em 11 empresas, e que deve crescer com os leilões promovidos pelo governo.Tem ainda uma área de investimentos imobiliários.

Saigh vê, porém, que o tamanho das operações de IPO aumentou em relação ao que era na euforia de 2005 a 2008. “A barra para abertura de capital subiu”, diz, explicando que, antes, uma empresa com valor de mercado de R$ 1 bilhão conseguia levantar recursos no mercado. “Hoje, os investidores querem ofertas que tenham um tamanho entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, o que significa que o valor de mercado das empresas tem de ser maior, de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões”, afirma. “Mas se o mercado ficar mais líquido, com muita procura, pode ser que a barra volte a baixar”, acredita.

O Pátria promoveu a abertura de capital de quatro empresas, a Dasa em 2004, a Anhanguera em 2007, a Tivit em 2009 e a Energias Renováveis S/A, que foi depois comprada pela CPFL Renováveis, em 2013.

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