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Operação Bullish da PF investiga empréstimos do BNDES à JBS e consultoria de Palocci

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A Polícia Federal (PF)  faz hoje uma operação para investigar fraudes e irregularidades em aportes concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Operação Bullish busca cumprir 37 mandados de condução coercitiva, sendo 30 no Rio e sete em São Paulo, e 20 mandados de busca e apreensão, sendo 14 no Rio e seis em São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, a subsidiária BNDESPar, braço do banco voltado para a participação acionária em outras empresas, fez aportes de R$ 8,1 bilhões para aquisição de empresas, entre as quais estão frigoríficos, a partir de junho de 2007. O JBS, dono da marca Friboi, é um dos investigados, segundo jornais que tiveram acesso a detalhes da operação. O frigorífico da família Batista tornou-se em poucos anos o maior produtor de proteína animal do mundo graças ao apoio financeiro do BNDES, comprando rivais no Brasil e fazendo aquisições no exterior. Entre os alvos da operação de hoje estão os controladores do JBS e o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que estaria em viagem ao exterior, segundo os jornais.

A investigação da PF verificou que, depois de contratar uma empresa de consultoria ligada a um parlamentar, os desembolsos da BNDESPar ocorreram de forma muito rápida. A consultoria, segundo os jornais, seria a Projeto, do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que está preso em Curitiba por outro processo. Além disso, de acordo com a PF, as transações foram feitas sem as garantias e sem a exigência de prêmio contratualmente previsto. Isso teria gerado prejuízos de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.

Além dos mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão, a Justiça decretou a indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de participar direta ou indiretamente da composição acionária do grupo empresarial investigado.

Os controladores do grupo também estão proibidos, ainda em razão da decisão judicial, de promover qualquer alteração societária na empresa investigada e de se ausentar do país sem autorização judicial prévia. A Polícia Federal monitora cinco dos investigados que se encontram em viagem ao exterior.

Com informações da Agência Brasil.

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