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Ibovespa volta aos 62 mil pontos com Vale em alta de 6%; Nasdaq bate recorde nos EUA

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O Índice Bovespa fechou em alta de 0,7%, aos 62.313 pontos, com o mercado animado pela valorização forte da Vale. Com a alta de hoje, o Ibovespa acumula alta de 0,76% na semana e de 3,16% no ano.

Vale sobe 6% com alta de 2% no minério na China

O papel preferencial (PN, sem voto) série A da mineradora fechou em alta de 6,30%, com o maior volume negociado do dia, R$ 690 milhões. Estranhamente, o papel ordinário (ON, com voto), que subiu 7,7%, negociou bem menos, R$ 101 milhões, o 15º volume do dia. As ações foram impulsionadas pela alta de 2,19% no minério de ferro, que se aproxima novamente dos US$ 80 na China, negociado a R$ 79,43.

O minério acompanhou a alta dos preços no atacado na China, que subiram 5,5% em dezembro sobre o ano anterior e 3,3% sobre o mês de novembro. O forte aumento refletiu a pressão por material de construção e carvão para siderurgia. Já o índice de preços ao consumidor ficou em 2,1%, perto dos 2,3% de novembro. A alta do minério ajudou também as bolsas na Europa a fecharem com ganhos.

Sugestão de leitura Empiricus: Como funciona o Tesouro Direto?

Estrangeiros já trouxeram R$ 1 bi para bolsa no ano

O total negociado na Bovespa subiu um pouco hoje e fechou em R$ 6 bilhões, mais perto dos R$ 7,4 bilhões da média do ano passado. A alta do índice está sendo impulsionada pelos estrangeiros, que já trouxeram R$ 1,010 bilhão para a Bovespa neste ano até dia 5, ou seja, em quatro dias úteis.

Petrobras sobe mesmo com petróleo em queda de 2%

Outro papel de destaque foi Petrobras, cuja ação PN subiu 0,98% e a ON, 1,67%, apesar da nova queda do petróleo no exterior. O barril do tipo WTI negociado em Nova York fechou em queda de 2,2%, a US$ 50,82, e o Brent, de Londres, 2,4%, para US$ 53,64. O motivo foi a notícia de que a produção da Líbia aumentou e ameaça o acordo dos países produtores da Opep. Irã e Iraque também deram sinais de aumento na produção.

Captação de US$ 4 bi

No Brasil a Petrobras foi ajudada pela operação de troca de dívida no exterior. A empresa captou US$ 4 bilhões, o dobro do valor previsto inicialmente, aproveitando a procura pelos papéis, que chegou a US$ 20 bilhões, indicando confiança dos investidores nos novos rumos da empresa.

Cielo em baixa

Outro destaque do dia foram os papéis ON da Cielo, que tiveram o segundo maior volume negociado e caíram 3,35%. Os bancos não tiveram uma tendência única, com Itaú Unibanco PN caindo 0,33% e Bradesco PN estável, mas Banco do Brasil ON subiu 1,37%. Ontem o BB caiu após anunciar revisões para pior nos lucros de 2016, mas o papel segue recomendado pelo Deutsche Bank.

Vale lidera altas e Cielo, as baixas

As maiores altas do Ibovespa foram das ações da Vale, seguidas por Bradespar PN, holding que investe em ações da mineradora, JBS ON, 3,88%, CSN ON, 2,18% e Gerdau PN, 2,04%. As maiores quedas foram de Cielo ON, seguida de Qualicorp ON, 2,49%, Cosan ON, 2,41%, Multiplan ON, 2,20%, RaiaDrogasil ON, 1,83% e Natura ON, 1,57%. Natura e Raiadrogasil caíram apesar dos números melhores de vendas no varejo de novembro divulgadas hoje pelo IBGE.

Europa, alta moderada

No exterior, o índice Euro Stoxx 50 caiu 0,08%, apesar da alta do Financial Times, de Londres, de 0,52%, do CAC, de Paris, 0,01%, e do DAX, de Frankfurt, de 0,17%. O Ibex, da Espanha, recuou 0,43%. Os mercados europeus foram beneficiados pela alta das mineradoras, mas sofreram com a queda do petróleo, que impactou o setor de energia.

Nasdaq bate recorde de pontos

Nos EUA, o índice Nasdaq encerrou o dia em alta de 0,36% e com um novo recorde de pontos, aos 5.551 pontos. Já o Dow Jones recuou 0,16%, afastando-se mais um pouco do recorde dos 20 mil pontos, com as ações financeiras subindo enquanto as de energia e de dividendos recuando. Apesar da queda, o Dow ainda acumula um ganho de 8% desde a eleição, segundo o The Wall Street Journal, citando o otimismo do mercado com as medidas de incentivo que o novo presidente Donald Trump deve adotar e que podem beneficiar as empresas. O Standard & Poor’s 500 fechou estável.

Juros em queda na véspera do Copom

No mercado futuro de juros, os contratos para janeiro de 2018 fecharam projetando 11,34% ao ano hoje, ante 11,36% ao ano ontem. Para 2019, a projeção ficou em 10,83%, ante 10,88% ontem, e, para 2021, 11,10%, ante 11,16% ontem. Amanhã o Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar a nova taxa básica de juros, e o mercado se divide em quedas de 0,5 ponto percentual ou 0,75 ponto.

Dólar recua

No mercado de dólar, a moeda americana ficou praticamente estável no segmento comercial, vendida a R$ 3,199, alta de 0,03%. O dólar turismo caiu 0,29%, para R$ 3,35 para venda.

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