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Ibovespa sobe 2,4% com melhora no exterior; dólar recua para R$ 3,105

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O Índice Bovespa encerrou o dia em alta de 2,4%, aos 64.334 pontos, recuperando parte das perdas da semana passada, acompanhando a melhora do cenário externo. A melhora também fez o dólar comercial recuar, 1,3%, para R$ 3,105 para venda, indicando menor aversão ao risco. Houve também ligeira melhora na economia brasileira, de acordo com o IBC-Br, do Banco Central (BC).

O Ibovespa subiu puxado pelos papéis de bancos, que têm forte peso no indicador e registraram forte alta. O papel preferencial (PN, sem voto) do Itaú Unibanco subiu 4,47%, enquanto o PN do Bradesco ganhou 4,48%. A ação ordinária (ON, com voto) do Banco do Brasil subiu 4,64%. A alta das ações de bancos indica a volta dos estrangeiros, que haviam retirado recursos da bolsa brasileira na semana passada.

Junto com os bancos, as ações PN da Petrobras subiram 1,42% e as PNA da Vale, 0,49%. Os papéis ON da B3, novo nome da BM&FBovespa, subiram 5,62%. Hoje, a bolsa divulgou a prévia do Ibovespa para maio.

Entre os papéis do Ibovespa, as maiores altas foram da Usiminas PNA, com 7,84%, seguidas das ON da Estácio Participações ON, 6,10%, BM&FBovespa ON, Smiles ON, 5,05% e Cemig PN, 4,21%. As maiores quedas do índice foram de Fibria ON, 4,86%, Braskem PNA, 2,81%, Suzano Papel PNA, 1,42%, Tim Participações ON, 0,58% e Equatorial ON, 0,41%.

No mercado internacional, a falha no teste do míssil norte-coreano, que explodiu logo após o lançamento, reduziu um pouco as tensões na Ásia, ao mostrar os limites do poderio militar do ditador Kim Jong-un.  Ao mesmo tempo, o presidente americano Donald Trump voltou atrás na decisão de acusar a China de manipulação de sua moeda, reduzindo a tensão econômica entre as duas principais economias do mundo. Além disso, os indicadores de crescimento na China acima do esperado mantêm a expectativa de crescimento global em alta.

O petróleo não ajudou na recuperação dos mercados, que ficaram fechados hoje na Europa por conta do feriado de Páscoa, que termina hoje. O barril do tipo WTI, negociado em Nova York, caiu 1%, para US$ 52,65, enquanto o Brent, de Londres, recuou 0,95%, para US$ 55,36. Foram as maiores quedas desde 21 de março em um só dia. Dados de produção do gás de xisto nos Estados Unidos, com previsão de aumento para 124 mil barris por dia em maio, divulgados hoje, ajudaram a derrubar os preços.

O Índice Dow Jones fechou em alta de 0,90%, enquanto o Standard & Poor’s 500 ganhou 0,86%. O Nasdaq subiu 0,89%. Os juros americanos voltaram a subir com a menor procura por proteção e as taxas de 10 anos dos papéis do Tesouro atingiram 2,249% ao ano, com alta de 0,015 ponto percentual. O ouro recuou 0,45% em Nova York, para US$ 1.286,10 a onça-troy (31,104 gramas), outro sinal de menor preocupação dos mercados.

No mercado de câmbio, a notícia de que o Banco Central vai rolar o vencimento de contratos de swap cambial ajudou a derrubar os mercados, reforçando a tendência externa. O dólar turismo acompanho a queda do comercial e fechou em baixa de 1,21%, a R$ 3,26.

No mercado de juros futuros da B3, as taxas projetadas pelos contratos de DI recuaram, acompanhando os sinais de inflação mais fraca do IGP-10 de abril, que teve deflação de 0,76%, e das projeções do mercado no boletim Focus do BC. O contrato para janeiro fechou projetando 9,635% ao ano, ante 9,650% na sexta-feira. Para 2019, a projeção caiu para 9,44%, ante 9,46% no fechamento anterior. E, para 2021, 9,91%, ante 9,95% na sexta.

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