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Ibovespa sobe 1,9% e encosta nos 68 mil pontos, maior nível desde 2011; no ano, alta é de 12,9%

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O Índice Bovespa viveu um dia de euforia hoje, com os investidores animados pelo cenário político local, mais favorável ao presidente Michel Temer, o que pode favorecer a aprovação da reforma da Previdência, e com o cenário externo, de novos recordes nas bolsas americanas. O vencimento do mercado de índice futuro hoje e de opções de ações na segunda-feira ajudaram a animar o mercado e o Ibovespa fechou aos 67.975 pontos, em alta de 1,89%, perto da máxima do dia, de 68.015 pontos. É o maior nível do Ibovespa desde 11 de abril de 2011, quando o indicador atingiu 68.164 pontos.

Com a alta de hoje, o Índice acumula alta de 2,80% na semana, 6,79% em 30 dias, 5,11% no mês e 12,86% no ano. Em 12 meses, o Ibovespa já subiu 69,55%, segundo dados da Economática.

O volume negociado atingiu R$ 22,867 bilhões, com cerca de R$ 11 bilhões relativos ao vencimento do mercado de opções de índice, que venceu hoje também. O volume oficial foi de R$ 5,6 bilhões em opções, mas pela forma como ele é registrado, acaba dobrando no número final do dia.

Juro sobe nos EUA com dados econômicos

O mercado brasileiro teve a ajuda das bolsas no exterior, com sinais positivos da economia americana levando os índices dos EUA a novos recordes. A inflação ao consumidor nos EUA subiu em janeiro 0,6%, o dobro do esperado pelos analistas e a taxa mais alta desde fevereiro de 2013. Em termos anuais, a alta foi de 2,5%, o ritmo mais forte desde 2012.

Além disso, as vendas no varejo nos EUA também aceleraram em janeiro, 0,4%, acima do 0,1% esperado pelos analistas sobre dezembro. Excluindo carros, o aumento é ainda mais expressivo, de 0,8%. Os dados puxaram os juros dos títulos de 10 anos dos EUA para 2,50% ao ano.

Tantos dados positivos puxaram os papéis dos bancos nos EUA e no Brasil. Aqui, as ações do Itaú Unibanco PN (papel preferencial, sem voto), ação com maior peso no Ibovespa, subiu 4,20%, enquanto Bradesco PN ganhava 2,16% e Banco do Brasil ON (papel ordinário, com voto) subia 1,21%. A unit (recibo de ações) do Santander subiu 4,23%.

Também como destaque de negociação, a ação PN da Petrobras ganhou 0,13%, apesar da queda do petróleo lá fora. O papel ON subiu 0,3%. Já Vale PNA recuou 0,99% e o papel ON, 1,69%, devolvendo parte dos ganhos do ano, de mais de 30%.

BM&FBovespa no Carf

A ação da BM&FBovespa ON também foi destaque, com forte volume negociado, após a empresa anunciar que conseguiu suspender o julgamento no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) sobre a multa aplicada pela Receita referente ao abatimento do ágio na compra da Bovespa pela BM&F. O papel subiu 3,99%.

Só sete quedas no Ibovespa

As maiores altas do Ibovespa foram de Cemig PN, 6,93%, Santander, Itaú Unibanco PN, BM&FBovespa e Weg ON, 3,84%. Apenas sete dos 59 papéis do Ibovespa fecharam em baixa, liderados por Lojas Americanas PN, 3,57%, Braskem PNA, 3,16%, Vale ON e PNA e Bradespar PN, 0,61%.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta, com o índice Euro Stoxx 50 ganhando 0,46%. O Financial Times 0,47%, o DAX, de Frankfurt, 0,19% e o CAC, de Paris, 0,59%.

Recordes nos EUA

Nos Estados Unidos, todos os índices bateram recordes de pontos novamente, com o Dow Jones subindo 0,52%, o S&P 500, 0,50% e o Nasdaq, 0,64%. Os bancos eram destaque de alta, com o avanço da desregulamentação do setor nos EUA, enquanto empresas de consumo recuavam diante da expectativa de que os juros devem subir em breve. Ontem, a presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, disse durante apresentação na Comissão de Bancos do Senado que acha que há espaço para ajustes na regulação dos bancos, como proposto pelo presidente Donald Trump.

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