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Após balanço do 2º tri, UBS e Ativa indicam “compra” de Petrobras e BB, “manter”

Ações na Arena

Bancos e corretoras gostaram do resultado da Petrobras no segundo trimestre, apesar de o lucro ter caído e os problemas de alto endividamento continuarem. O UBS e a Ativa Investimentos indicam hoje em relatório a “compra” dos papéis da Petrobras, enquanto o BB Investimentos recomenda “manter” o papel da empresa.

A petroleira informou na noite de ontem lucro de R$ 370 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 1,246 bilhão no primeiro trimestre, mas 30% abaixo dos R$ 531 milhões do mesmo trimestre de 2015.

Na avaliação do banco suíço, a companhia apresentou sinais fortes de melhoria no período e a relação de risco-retorno do papel foi considerada atraente, apesar da probabilidade de alta volatilidade futura. O UBS projetou preço-alvo de R$ 18,20 para a ação.

Para os analistas da instituição Luiz Carvalho e Julia Ozenda, a indústria brasileira de petróleo e gás está enfrentando uma mudança regulatória relevante e positiva, que permitirá que a Petrobras desbloqueie o valor de alguns ativos e melhore a percepção de risco dos investidores sobre a empresa.

Da Ativa Investimentos, o analista Lenon Borges observa que, depois de um passado recente inundado de estratégias heterodoxas de cunho político, a empresa volta agora com uma mentalidade de otimização da gestão, redução da dívida e foco nos negócios-chave.

A casa se diz “substancialmente mais otimista” e aumentou o peso da estatal em sua carteira mensal depois do resultado trimestral. A Ativa espera também uma continuação da melhora do clima econômico do país. Borges não calculou preço-alvo para o ativo.

Por fim, no BB Investimentos, Wesley Bernabé e Viviane Silva consideraram o resultado em linha com a média de mercado, com indicação de “manter” para o ativo e preço-alvo de R$ 12,10 para as ações ordinárias (ON, com voto) e de R$ 13,50 para as preferenciais (PN, sem voto).

Segundo relatório do BB, encargos pontuais continuaram prejudicando os resultados líquidos da empresa neste segundo trimestre, o que significa, de acordo com os analistas, que a empresa pode tirar proveito dessa fase para limpar seu balanço e melhorar sua estrutura de custos.

Além disso, a decisão da Justiça americana de adiar o julgamento das ações individuais e coletivas nos Estados Unidos foi vista como uma boa notícia para a empresa e ajudou no rali dos últimos 30 dias, que rendeu valorização de pelo menos 23% ao papel, justifica o banco de investimentos do BB. O relatório ainda aponta que a valorização do real e o ambiente de menor prêmio de risco deverão continuar a produzir uma reação positiva do mercado, embora os analistas acreditem que é muito cedo para elevar demais as recomendações da Petrobras. 

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