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Corretora Ativa indica 10 ações para enfrentar 2017

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A Ativa Corretora enviou aos clientes uma análise das perspectivas para a bolsa no ano que vem. No relatório, a corretora indica uma carteira de ações de acordo com as projeções para a economia. A Ativa espera uma retomada da economia brasileira em 2017 com a redução dos juros básicos, mas sugere algumas ações defensivas para o caso de a recuperação não se concretizar.

Para a corretora, apesar de grande parte das propostas do governo de Michel Temer ainda não ter efetivamente saído do papel, já foi possível observar a reação dos investidores — domésticos e estrangeiros. Os anúncios da nova equipe econômica aumentaram a confiança dos agentes e diminuíram a percepção de risco, o que fez com que o Ibovespa saísse de pouco mais de 45 mil pontos para mais de 60 mil pontos e que o real apresentasse a maior valorização frente ao dólar no mundo em 2016. Esta série de propostas e de ações que foram tomadas pela nova equipe do governo possibilitou uma maior confiança dos investidores internacionais com relação à economia brasileira.

Apesar disso, o ambiente de negócios e a economia no Brasil continuam tenebrosos. Mas alguns indicadores começam a esboçar uma leve e tímida recuperação. Tanto indicadores de atividade quanto de confiança criaram uma expectativa boa para o ano de 2017, acredita a Ativa.

Com relação aos juros, crescem as possibilidades de cortes após o encaminhamento de importantes medidas de ajuste ao Congresso, a melhora na comunicação do Banco Central com o mercado e o movimento de desinflação observado em 2016. “Esses movimentos também trouxeram a expectativa de mais cortes no ano que vem, com o consenso precificando a Selic em 10,75% no fim de 2017”, diz a corretora.

A corretora lembra que, ao montar uma carteira de ações, a diversificação é um importante recurso para mitigação de riscos. “Nosso cenário base é de recuperação gradual da economia brasileira, após os ajustes ocorridos nos últimos anos nas esferas política e na econômica”, diz o relatório.

Por isso, a Ativa escolheu uma carteira com maior peso em ativos que se beneficiam em um cenário de recuperação, “mas também nos protegemos caso essa melhora não se concretize”. Para esta proteção, foram escolhidas empresas defensivas — que sofrem menos com os ciclos econômicos — e também uma empresa de hedge (proteção), beneficiada pela alta do dólar, pois, em momentos de queda de bolsa, a moeda americana tende a se valorizar frente ao real.

Assim, o portfólio sugerido pela Ativa para 2017 é formado pelas ações:

SENSÍVEIS: Petrobras PN (15%), ItaúUnibanco PN (15%), BR Malls Participações ON (10%), Gerdau PN (10%), Via Varejo Unit (recibo de ações) (5%), e Banco do Brasil ON (5%)

PROTEÇÃO: Suzano Papel PNA (10%)

DEFENSIVAS: RaiaDrogasil ON (10%), Equatorial Energia ON (10%) e Ultrapar Participações ON (10%).

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